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Confederação Asiática comemora decisão da FIFA de recuar em projeto de investimento privado

Entidade asiática criticou falta de debate sobre a proposta FIFA Forward Enterprise que previa participação de investidores privados.

Por Redação Diário Local

A Confederação Asiática de Futebol (AFC) comemorou, neste sábado (1), a decisão da Federação Internacional de Futebol (FIFA) de retirar do cronograma o projeto FIFA Forward Enterprise. A proposta previa a entrada de investidores privados para atuar na gestão comercial das principais competições organizadas pela entidade máxima do futebol mundial.

O presidente da AFC, Shaikh Salman bin Ebrahim Al Khalifa, celebrou a retirada da iniciativa. A decisão ocorre após questionamentos sobre o modelo que permitia a participação de capital privado no controle de negócios das torneios.

Em comunicado oficial emitido pela entidade, sediada em Kuala Lumpur, a organização afirmou que mudanças dessa magnitude precisam de debate prévio. Segundo a AFC, qualquer projeto que possa afetar o funcionamento do futebol global deve ser apresentado de forma transparente aos envolvidos.

A confederação ressaltou a necessidade de discussões oportunas e significativas com os principais atores do esporte. O processo deve envolver o Conselho da FIFA, as diversas confederações continentais e as associações-membro (AM).

A retirada do projeto visa garantir que decisões sobre a gestão comercial do futebol não sejam tomadas de forma unilateral. A transparência no compartilhamento de informações com as partes interessadas é um dos pontos defendidos pela entidade asiática.

A AFC tem grande representatividade no cenário esportivo internacional. A organização reúne, atualmente, 47 associações nacionais de diferentes regiões do continente.

Entre os membros que compõem a confederação estão potências do futebol mundial, como Japão, China e Arábia Saudita. A Austrália também integra o quadro de associações ligadas à entidade.

A movimentação da AFC reforça o papel das confederações continentais no equilíbrio de poder dentro da estrutura da FIFA. O grupo busca assegurar que as associações nacionais tenham voz nas definições que impactam a gestão comercial do esporte.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.