Ana Marcela Cunha inicia nesta quarta-feira (22) tentativa de travessia no Canal da Mancha
Atleta do Sesc RJ inicia nesta quarta-feira (22) desafio histórico de aproximadamente 35 quilômetros entre a França e a Inglaterra.
Por Redação Diário Local
A nadadora Ana Marcela Cunha iniciou na madrugada desta quarta-feira (22) a tentativa de atravessar o Canal da Mancha, braço de mar que separa a Inglaterra da França. O desafio, considerado um dos maiores feitos da natação em águas abertas, exige enfrentar águas frias, correntes intensas e longas horas de nado contínuo.
O percurso em linha reta tem cerca de 35 quilômetros, mas a distância efetivamente percorrida pode ser significativamente maior. Isso ocorre devido às variações de maré, correntes marítimas e mudanças de vento que podem alterar o trajeto durante o nado.
Durante a travessia, a atleta não recebe qualquer apoio físico da embarcação que a acompanha. O barco oficial conta com integrantes da equipe, um árbitro responsável pela homologação do percurso e um representante do Guinness World Records.
A realização da prova representa um sonho de infância para a baiana, que possui forte ligação com o estado do Rio de Janeiro. A preparação para o desafio ocorreu no Centro de Treinamento do Time Brasil, na Barra da Tijuca, e no Parque Sesc Nogueira, em Petrópolis.
O treinamento realizado em solo fluminense foi intensificado para que a atleta pudesse enfrentar as condições adversas típicas do canal europeu. O uso de polos de treinamento no Rio de Janeiro reforça o papel do estado no desenvolvimento de esportes aquáticos no Brasil.
Aos 34 anos, Ana Marcela é a maior medalhista da história da natação brasileira em águas abertas. Ela foi a primeira brasileira a conquistar um ouro olímpico na modalidade, título alcançado nos Jogos de Tóquio, em 2021.
O currículo da atleta inclui sete títulos mundiais, 17 medalhas em Campeonatos Mundiais e sete vitórias no circuito da Copa do Mundo. Os resultados consolidam sua posição como uma das maiores nadadoras de águas abertas de todos os tempos.
A expectativa da equipe técnica é de que as condições meteorológicas sejam favoráveis. No entanto, o sucesso da travessia depende diretamente da estabilidade das correntes e do vento ao longo do trajeto entre a França e a Inglaterra.
