Bellingham marca dois gols e garante Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo após brilhar contra Noruega
O meia inglês marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre a Noruega e recuperou protagonismo ofensivo no torneio
Por Diário Local
Jude Bellingham foi o protagonista da classificação da Inglaterra para a semifinal da Copa do Mundo. O meia marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre a Noruega, nas quartas de final da competição, devolvendo o alto nível ofensivo que marcou o início de sua carreira na Europa.
A performance do jogador inglês ocorre em um momento de transformação em relação ao seu papel em campo. Após enfrentar dificuldades de ritmo e mudanças táticas no futebol europeu, Bellingham voltou a atuar com liberdade para atacar os espaços e aparecer como elemento surpresa dentro da área adversária.
Por que Bellingham mudou de função?
A mudança no desempenho do jogador está ligada ao seu papel no Real Madrid. Na temporada 2023/24, Bellingham atuava próximo à área, funcionando quase como um segundo atacante ou "falso 9". Naquele período, o atleta marcou 23 gols em 42 jogos, conquistando títulos da Liga dos Campeões e do Campeonato Espanhol.
Com a chegada de Kylian Mbappé ao clube espanhol, a função do inglês foi alterada. Segundo o próprio Bellingham, em entrevista ao site do Real Madrid, a presença de um atacante focado em finalizações permitiu que ele jogasse de forma mais recuada. O jogador passou a atuar mais na construção das jogadas, auxiliando na saída de bola e na organização do meio-campo.
Essa transição tática refletiu nos números estatísticos. Na temporada 2024/25, o atleta marcou 15 gols em 58 partidas. Já na temporada 2025/26, o volume de gols caiu para 8 em 40 jogos, evidenciando o papel de maior responsabilidade na circulação e sustentação do time, em vez do foco em finalizações.
Como a mudança impactou o desempenho?
Além da questão tática, Bellingham enfrentou um período de desgaste físico. Lesões na coxa e no ombro fizeram o jogador perder 15 dos 56 jogos disputados pelo clube espanhol, dificultando sua adaptação ao novo papel de maior desgaste na recomposição defensiva e pressão sem bola.
Na Copa do Mundo, porém, o cenário é de recuperação. Sob o comando de Thomas Tuchel, o meia recebeu liberdade para atuar de forma mais agressiva no último terço do campo. Essa liberdade permitiu que ele voltasse a ocupar espaços entre os zagueiros e a decidir partidas, como ocorreu no confronto contra a Noruega.
O crescimento do jogador também é refletido pelas avaliações da Fifa. Após as oitavas de final, Bellingham subiu 17 posições no Power Ranking da entidade, ultrapassando Vinícius Júnior. Após a vitória sobre a Noruega, o meia se consolidou entre os jogadores mais bem avaliados do torneio, assumindo o protagonismo decisivo da Inglaterra no mata-mata.
