Cristian Romero reage a críticas de Gary Neville após classificação da Argentina na Copa
Defensor argentino chamou o ex-lateral inglês de "estúpido" após comentários sobre a defesa da seleção de Lionel Scaloni
Por Davy Albuquerque
O zagueiro Cristian Romero rebateu as críticas do ex-lateral inglês Gary Neville após a classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo. O defensor utilizou o termo "estúpido" para se referir ao comentarista, que havia questionado a qualidade do setor defensivo da seleção argentina antes da semifinal.
Neville, que atua como comentarista na Sky Sports, havia afirmado que a equipe comandada por Lionel Scaloni possuía a "melhor pior dupla de zaga do mundo". Segundo o ex-jogador, a defesa argentina entregava pelo menos um gol por partida.
Em entrevista à emissora DSports, Romero declarou que espera não agir de forma semelhante ao comentarista quando se aposentar. O defensor afirmou que não deseja criticar jogadores e que o foco do grupo é dar o melhor em campo, independentemente dos resultados.
"Não quero criticar nenhum jogador. Você entra em campo para dar o seu melhor e as coisas podem dar certo ou não. Estamos felizes por estarmos em uma final e porque estamos fazendo história", disse o zagueiro.
Resposta de Lisandro Martínez
O companheiro de equipe Lisandro Martínez também se manifestou sobre as opiniões externas direcionadas ao elenco. Para o defensor, o grupo está habituado a comentários negativos e prefere responder através do desempenho nas partidas.
"Parece que elas gostam de fazer isso, e nós respondemos em campo. É isso, sempre com respeito", reforçou Martínez durante a entrevista ao lado de Romero.
A decisão da Copa
A Argentina garantiu a vaga na grande decisão após vencer a Inglaterra por 2 a 1. A seleção sul-americana busca o quarto título da história e tenta o bicampeonato consecutivo, feito que não ocorre desde o Brasil em 1958 e 1962.
A final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha acontece neste domingo, às 16h (de Brasília), em Nova Jersey. Os europeus buscam conquistar o segundo título da história da seleção.
