Invasão em área da Floresta Nacional de Brasília avança após operação de fiscalização
Mesmo após ação da Secretaria DF Legal para remover estruturas, ocupação irregular marca presença em área de proteção ambiental.
Por Davy Albuquerque
Invasores voltaram a ocupar uma área da Floresta Nacional de Brasília (Flona) pouco tempo após uma operação de fiscalização realizada na última sexta-feira (10/7). O movimento indica a continuidade de um possível loteamento irregular na região, com pessoas limpando terrenos e reerguendo abrigos provisórios.
A ocupação acontece em uma área que faz divisa com o Parque Nacional de Brasília e está inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Planalto Central. O local fica próximo à comunidade Santa Luzia, na Cidade Estrutural, no Distrito Federal, e faz limite com terrenos pertencentes ao Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e à Terracap.
Registros no local apontam a preparação de terrenos para uso irregular, incluindo a poda de vegetação, a criação de estradas de terra improvisadas e a construção de estruturas de lona e madeira. A área afetada fica próxima ao antigo Lixão da Estrutural.
Ação de fiscalização
Na última sexta-feira (10/7), a Secretaria DF Legal realizou uma operação para tentar conter o avanço da grilagem de terras no setor. Durante a intervenção, o órgão removeu 36 estruturas de madeira e lona que estavam desabitadas.
Além da retirada dos abrigos, a fiscalização descaracterizou cerca de 10 quilômetros de cercas. Segundo a Secretaria DF Legal, essas barreiras eram utilizadas para separar aproximadamente 500 lotes ilegais na região.
Resposta dos órgãos
Apesar do esforço de limpeza e descaracterização feito pela Secretaria DF Legal, o retorno dos invasores ao local foi registrado logo após a conclusão da operação.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou, em nota, que a invasão ocorre em área limítrofe ao Parque Nacional e dentro da APA do Planalto Central. O órgão destacou que o terreno pertence ao SLU e à Terracap.
Em comunicado, a Terracap declarou que, assim que tomou conhecimento da ocupação, acionou os órgãos competentes para que as medidas cabíveis sejam adotadas.
