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Investigação

Polícia investiga atacante David, do Vasco, por suspeita de financiar tráfico de drogas no Espírito Santo

Polícia Civil do Espírito Santo apura se o jogador financiou grupo criminoso comandado por ex-empresário preso por tentativa de homicídio

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil do Espírito Santo investiga o atacante David Corrêa, do Vasco, por suspeita de financiar o tráfico de drogas liderado por seu ex-empresário, Édson Vander da Silva Júnior. O jogador é investigado por possível repasse de recursos para o grupo criminoso que atuava na região metropolitana de Vitória.

Segundo as investigações, Édson, de 32 anos, além de gerenciar a carreira e as movimentações financeiras do atleta, comandava o tráfico de drogas no bairro Serra Dourada 3, no município da Serra. A polícia trabalha com a hipótese de que o jogador tenha fornecido recursos para sustentar as atividades da organização criminosa.

O caso ganhou novos detalhes após a análise de mensagens no celular do ex-empresário. Édson foi detido anteriormente por envolvimento em uma tentativa de homicídio ocorrida em março de 2024. A investigação aponta que as conversas entre o agente e o atleta continham diálogos de teor violento e pedidos de dinheiro para custear movimentações ligadas ao crime.

Como surgiu a investigação?

O inquérito teve início após uma tentativa de homicídio registrada em 15 de março de 2024, no bairro Novo Porto Canoa, na Serra. Na ocasião, criminosos utilizaram um veículo clonado para atentar contra a vida de um jovem sob suspeita de repassar informações para uma facção rival.

A investigação apontou Édson como um dos principais responsáveis pelo crime organizado na localidade. Ele teria assumido o comando do tráfico após o assassinato de um antigo líder da região, conhecido como "Leleto", atuando ao lado de Ruan de Freitas Camargo Cruz, de 27 anos.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo controlava a compra de entorpecentes, a distribuição de funções, a aquisição de armas e munições, além de movimentar valores por meio de transferências via Pix.

Operação "A Tropa"

As provas encontradas no celular de Édson permitiram o compartilhamento do caso com o setor de inteligência, resultando na Operação "A Tropa". A ação foi deflagrada nesta segunda-feira (31) e mobilizou cerca de 120 policiais civis.

A operação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária de forma simultânea. As diligências ocorreram nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e no Distrito Federal.

O inquérito que apura o envolvimento de David Corrêa permanece sob sigilo pelas autoridades competentes.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.