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Fifa eleva projeção de receitas em US$ 2 bilhões após Copa do Mundo bater recordes de lucro

Torneio superou US$ 9 bilhões em estimativas iniciais e registrou maior público da história, apesar de polêmicas políticas.

Por Davy Albuquerque

A Fifa elevou em cerca de US$ 2 bilhões sua projeção de receitas para o ciclo de quatro anos, conforme comunicado divulgado ao fim da Copa do Mundo. O valor soma-se às estimativas anteriores de aproximadamente US$ 9 bilhões relacionadas ao torneio.

A competição foi marcada pelo maior público da história, com mais de 15 milhões de pessoas circulando por estádios e áreas de festivais de fãs. O recorde de público ocorreu mesmo diante da aplicação de preços dinâmicos nos ingressos, modelo que ajusta os valores conforme a demanda e disponibilidade em tempo real.

Como a Fifa aumentou a receita

Além da bilheteria e das estimativas de direitos de transmissão, a entidade diversificou as fontes de lucro. Foi comercializada a venda de pedaços do gramado da final entre Argentina e Espanha, com fragmentos em resina custando US$ 3 mil cada.

As chamadas "pausas para hidratação", adotadas para proteger os atletas do calor, também geraram impacto financeiro. As interrupções criaram 832 novos espaços publicitários ao longo das 104 partidas disputadas, o que pode gerar quase US$ 500 milhões em receitas para as emissoras de televisão.

A organização do torneio também incluiu a monetização de serviços de alimentação, bebidas e revenda de ingressos, consolidando a Copa como o evento esportivo mais lucrativo registrado até o momento.

Polêmicas e críticas ao modelo

O sucesso comercial foi acompanhado por episódios de tensão política. Durante o torneio, houve questionamentos sobre a independência do comitê disciplinar da Fifa após a suspensão de uma punição para o jogador Folarin Balogun, permitindo sua atuação nas oitavas de final.

Jogadores e torcedores também manifestaram desconforto com o aumento da carga de jogos e a busca incessante por novas fontes de renda. O atual formato de 48 seleções já sofre críticas, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, sugeriu a expansão para 64 seleções em 2030.

Apesar das críticas, a estrutura de poder da entidade permanece estável. Gianni Infantino, que deve concorrer à reeleição em março de 2027, conta com o apoio de mais de 200 associações-membro, que receberam coletivamente US$ 2,25 bilhões nos últimos três anos.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.