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FIFA mantém consulta sobre venda de participação em torneios apesar de resistência da UEFA

Entidade pretende criar subsidiária de US$ 20 bilhões para gerir competições, mesmo após boicote aprovado pela UEFA.

Por Redação Diário Local

A FIFA informou nesta sexta-feira (31) que dará continuidade ao processo de consulta para atrair investimentos privados para a Copa do Mundo e outros torneios. A decisão ocorre apesar do forte posicionamento contrário liderado pela UEFA, que acusou a entidade de comercializar a essência do esporte.

O plano, anunciado originalmente na terça-feira (28), prevê a criação de uma subsidiária denominada FIFA Forward Enterprise. A nova unidade seria responsável pela gestão das operações comerciais e da organização de eventos, com uma avaliação estimada em US$ 20 bilhões.

Pelo modelo proposto, a entidade máxima do futebol pretende oferecer a investidores externos participações de até 20% no negócio. A iniciativa gerou reação imediata de confederações continentais, que alegaram ter sido surpreendidas pela proposta de abertura de espaço para capital privado no setor.

Boicote da UEFA

A UEFA, que administra o futebol europeu, manifestou críticas severas à iniciativa. Em resposta à proposta, a entidade aprovou, na quinta-feira (30), um boicote a todos os torneios organizados pela FIFA, medida que conta com o apoio de suas 55 associações nacionais filiadas.

A organização europeia argumentou que a medida da FIFA coloca a "alma" do futebol à venda. O movimento de boicote busca pressionar a entidade mundial contra o modelo de gestão comercial proposto para as competições futuras.

Defesa da FIFA

Em comunicado oficial, a FIFA rebateu as críticas e afirmou que ninguém está vendendo o futebol, negando que considere tal possibilidade. A entidade argumentou que o processo de consulta planejado foi prejudicado pela divulgação de informações incorretas pela imprensa.

A FIFA reforçou que seguirá com o processo para garantir que cada uma de suas 211 Associações Membro tenha a oportunidade de votar com base em fatos. Segundo a instituição, o objetivo é assegurar que todos possam analisar a proposta e participar das decisões sobre o futuro do esporte.

A entidade máxima do futebol ressaltou ainda os princípios democráticos do processo, afirmando que nenhuma organização, de forma isolada, pode alegar representar a totalidade das associações mundiais. A FIFA defendeu que o direito de manifestar oposição existe, mas que as decisões devem ser coletivas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.