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Vôlei

Gabi critica decisão da CBV sobre atletas trans e defende participação de Tifanny na Superliga

Atleta da seleção brasileira manifestou apoio à jogadora Tifanny, do Osasco, e questionou o impacto da nova regra na carreira da atleta.

Por Redação Diário Local

A ponteira Gabi Guimarães manifestou apoio à jogadora Tifanny, do Osasco, e criticou a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) pela decisão de banir atletas trans de competições nacionais. Em entrevista concedida nesta segunda-feira (7), após treino da seleção brasileira, a atleta classificou a postura da entidade como uma "falta de humanidade".

Gabi destacou que Tifanny possui uma trajetória consolidada no vôlei brasileiro e que a mudança de regra ocorreu de forma repentina. Segundo a atleta, o comunicado de banimento foi emitido em uma sexta-feira, interrompendo o período de treinos da jogadora com o Osasco.

A atleta também comentou que, embora a CBV alegue seguir critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI), a entidade poderia ter escolhido um momento mais adequado para a aplicação da norma, visando mitigar o impacto na vida e na carreira profissional de Tifanny.

O que mudou nas regras da CBV?

A nova política de elegibilidade foi oficializada pela CBV no dia 14 de agosto. A regra determina que, para disputar competições nacionais de quadra e praia, as atletas da categoria feminina devem apresentar teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino.

O regulamento prevê exceções para casos de condições raras que provoquem efeitos anabólicos ou alterações de desempenho decorrentes da testosterona, mediante avaliação especializada. Os novos critérios são aplicados às Superligas A e B da temporada 2026/27, além de outros torneios nacionais.

Na prática, a medida impede a participação de mulheres trans em competições de caráter nacional. No caso de Tifanny, a oposta de 41 anos permanece habilitada para disputar o Campeonato Paulista, mas está impedida de atuar na Superliga.

Próximos passos e apoio

O Osasco informou que está buscando orientações junto a órgãos nacionais e internacionais para verificar a possibilidade de reverter o banimento aplicado à sua atleta. Tifanny, que integra o elenco do clube desde 2021, é a primeira mulher transgênero na elite do voleibol no Brasil.

A CBV foi procurada para comentar as declarações de Gabi, mas optou por não se pronunciar sobre o assunto. Enquanto as discussões sobre elegibilidade ocorrem, a seleção brasileira feminina inicia nesta terça-feira (8), no Maracanãzinho, a disputa do Sul-Americano, torneio que vale como Pré-Olímpico para os Jogos de Los Angeles.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.