Haddad critica privatizações em São Paulo e promete revisão de contratos em Osasco
Candidato ao governo estadual afirmou neste sábado (29) que fará revisão em contratos de transporte sobre trilhos, Sabesp e free flow.
Por Redação Diário Local
O candidato ao governo estadual de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante uma caminhada em Osasco, na Grande São Paulo, neste sábado (29). Durante o evento, o ex-ministro da Fazenda prometeu realizar um "pente-fino" nos contratos de privatizações do estado.
Haddad listou como prioridades para essa revisão técnica os serviços de transporte sobre trilhos, a Sabesp e o sistema de pedágio free flow. Segundo o candidato, esses três modelos de concessão são os mais problemáticos de São Paulo e geram indenizações bilionárias às empresas concessionárias.
O candidato argumentou que o volume de recursos destinados às indenizações prejudica investimentos em áreas essenciais, como a infraestrutura de escolas. Ele apontou que o sistema de transporte sobre trilhos registrou um aumento de 27% nas falhas após a privatização.
Sobre a Sabesp, Haddad afirmou que a companhia está atingindo recordes de reclamações junto ao Procon-SP. Em relação ao sistema de cobrança free flow, ele relatou que o interior do estado tem manifestado críticas contra a instalação dos pórticos de cobrança.
Haddad também direcionou ataques a Flávio Bolsonaro (PL), questionando a fala do parlamentar sobre o uso do saneamento básico para combater mudanças climáticas. O candidato afirmou que o adversário não possui conhecimento técnico sobre o tema, chamando-o de "fraude".
O candidato mencionou ainda a necessidade de esclarecimentos sobre as investigações de "rachadinhas", a compra de imóveis e o contrato com o banqueiro Daniel Vorcaro. A candidata ao Senado Marina Silva (Rede), que acompanhou a caminhada, complementou as críticas ao classificar o posicionamento de Flávio como "negacionismo".
Marina Silva ressaltou que, embora o saneamento seja importante, o combate às mudanças climáticas exige uma agenda de mitigação séria. A senadora afirmou que o governo federal conseguiu reduzir o desmatamento à metade do que ocorria no governo anterior em menos de quatro anos.
Ao ser questionado sobre o apoio de ex-secretários do PSDB à sua campanha, Haddad defendeu a união entre o PT e o partido tucano. Ele citou coalizões históricas, como as das eleições de 1989 e 1998, para justificar a convergência de valores.
O candidato afirmou que, apesar das divergências programáticas, as legendas compartilham princípios como a soberania nacional, o combate ao racismo e a proteção às mulheres. Segundo Haddad, o enfrentamento à extrema-direita exige união baseada nesses valores.
