ONG denuncia Gianni Infantino ao COI por suposta violação de neutralidade política na Copa
ONG Fair Square acusa presidente da Fifa de descumprir regras de independência política ao demonstrar apoio a Donald Trump.
Por Davy Albuquerque
A ONG de direitos humanos Fair Square apresentou uma denúncia contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, à Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI). A queixa alega que o dirigente violou regras de neutralidade política previstas na Carta Olímpica ao manifestar apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A organização afirma que Infantino, que integra o COI desde janeiro de 2020, descumpriu compromissos de atuação independente de interesses políticos e comerciais. Segundo a denúncia, o presidente da Fifa teria violado cinco regras específicas do comitê olímpico relacionadas à neutralidade.
Entre os episódios citados pela entidade, destaca-se a participação de Infantino no chamado "Conselho da Paz", evento promovido por Trump em fevereiro. Na ocasião, o dirigente da Fifa utilizou um boné com as inscrições "USA" e "45-47", referenciando os mandatos presidenciais de Trump.
A Fair Square também solicitou que o COI investigue uma possível interferência política de Trump em decisões disciplinares da Fifa. O caso mencionado envolve o contexto da Copa do Mundo de 2026 e cita especificamente a situação do jogador Folarin Balogun.
Possíveis sanções
De acordo com o documento apresentado, as condutas de Infantino contrariam tanto as normas olímpicas quanto os princípios internos da própria Fifa sobre o tema. Caso as violações sejam comprovadas, o dirigente poderá sofrer sanções previstas no código de ética da organização.
Ao assumir o cargo no COI em 2020, Infantino comprometeu-se formalmente a respeitar a Carta Olímpica e a seguir o Código de Ética da instituição. A denúncia agora segue para análise da estrutura ética do comitê.
A queixa busca garantir que o compromisso de independência dos membros do COI seja mantido diante de relações com lideranças políticas globais. A análise da Comissão de Ética determinará a procedência dos fatos relatados pela ONG.
A denúncia coloca sob escrutínio a relação entre o comando da maior entidade do futebol mundial e o governo estadunidense. O desdobramento do caso pode impactar a postura de neutralidade exigida para membros de comitês olímpicos internacionais.
