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Estados Unidos

Democratas barram projeto de US$ 1,15 trilhão para defesa dos EUA no Senado

Oposição ao projeto no Senado exige limites à atuação de Donald Trump no conflito contra o Irã para liberar apoio ao texto

Por Davy Albuquerque

O Senado dos Estados Unidos barrou, nesta terça-feira (14), o avanço de um projeto de US$ 1,15 trilhão destinado a estabelecer as diretrizes da política de defesa do país para o ano fiscal de 2027. A proposta recebeu 50 votos favoráveis e 46 contrários, ficando abaixo dos 60 votos necessários para iniciar a análise no Senado.

A oposição democrata condicionou o apoio ao texto à inclusão de limites à atuação do presidente Donald Trump na guerra contra o Irã. O partido também questiona o aumento dos gastos militares proposto pela Casa Branca sem que haja uma elevação equivalente de recursos para políticas internas.

Por que o projeto foi bloqueado?

O bloqueio ocorre devido ao impasse sobre a continuidade das ações militares. Os democratas argumentam que a Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) não pode servir como uma autorização indireta para a manutenção dos ataques contra o Irã.

O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que a gestão atual não pode levar o país para uma guerra sem uma estratégia clara de finalização. Por outro lado, os republicanos defendem que o bloqueio prioriza disputas políticas em detrimento da segurança nacional.

A votação representa um revés para os republicanos, que buscam elevar o orçamento militar para US$ 1,5 trilhão, conforme meta do presidente Trump. Além do projeto principal, a Casa Branca solicitou ao Congresso outros US$ 67 bilhões para custear o conflito.

O que prevê a legislação de defesa?

Embora a NDAA não libere diretamente os recursos, ela estabelece as políticas militares, os programas de aquisição de equipamentos e os reajustes salariais da categoria. Entre as medidas defendidas pelos republicanos estão o aumento de 3,6% nos salários dos militares, além de investimentos em drones e construção naval.

O impasse é considerado incomum, uma vez que o Congresso costuma aprovar a legislação de defesa com apoio de ambos os partidos nos últimos 65 anos. O texto agora enfrenta dificuldades também na Câmara, onde congressistas da ala conservadora bloquearam a tramitação no final de junho.

Até o momento, não há uma definição sobre o prazo para uma nova tentativa de votação da proposta.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.