Diário Local
Saúde

Bebê nasce com malformação venosa rara e passa por cirurgia de alto risco

Criança de sete anos trata condição congênita que afeta vasos sanguíneos e exige procedimentos complexos.

Por Davy Albuquerque

Uma criança de sete anos enfrenta um tratamento contínuo para uma malformação venosa, condição rara que afeta o desenvolvimento dos vasos sanguíneos e causa lesões na região da boca e do pescoço. A anomalia congênita se manifesta por meio de lesões com coloração azulada ou arroxeada, que podem se intensificar com esforços físicos, como o choro.

O quadro clínico da paciente apresentou sinais imediatos logo após o nascimento. Durante o primeiro choro, a região da boca e do pescoço ficou com coloração arroxeada, levando a equipe médica a realizar exames urgentes para checar os sinais vitais.

Embora os sinais vitais iniciais tenham se mostrado normais, o diagnóstico preciso da malformação levou cerca de um mês para ser estabelecido. A condição se caracteriza por inchaço, descoloração da pele, dor e sangramento, conforme informações do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS).

Como funciona o tratamento?

A malformação no caso da criança afeta o rosto, os lábios, o pescoço, a boca e as vias aéreas. Ao longo da vida, a paciente já passou por 22 cirurgias e foi submetida à escleroterapia, procedimento que injeta substâncias para fechar as veias e melhorar a aparência e os sintomas.

Durante um dos procedimentos, quando a paciente tinha um ano, os médicos descobriram que a malformação era mais complexa e extensa do que o imaginado. Na ocasião, o fluxo sanguíneo seguiu de forma rápida para a veia jugular, exigindo uma intervenção imediata para evitar que o sangue chegasse ao coração ou aos pulmões.

A evolução do quadro clínico

Aos três anos de idade, a condição tornou-se mais grave com a formação de coágulos sanguíneos dentro da malformação. Como medida temporária, a criança passou a utilizar injeções de medicamentos anticoagulantes.

Diante do avanço da doença, médicos decidiram realizar uma cirurgia de oito horas para remover as malformações, procedimento considerado de alto risco devido ao perigo de hemorragia significativa. A operação, realizada com o suporte de um cirurgião especialista em microcirurgias, foi concluída com sucesso, sendo necessária apenas uma transfusão de sangue.

Atualmente, aos sete anos, a paciente continua realizando tratamentos minimamente invasivos. A família busca viabilizar um procedimento de eletroescleroterapia e utiliza uma plataforma de arrecadação de fundos para auxiliar nas despesas médicas.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.