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Presidente do Fluminense defende manutenção de bets citando risco de desemprego no futebol

Dirigente comparou o endividamento de famílias ao risco de demissões na cadeia do futebol durante audiência no STF

Por Redação Diário Local

O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, defendeu a manutenção das casas de apostas no Brasil durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (3). O dirigente argumentou que o fim das apostas esportivas pode gerar um "drama do desemprego" em toda a cadeia do futebol.

A declaração, feita durante debate que trata da regulamentação do setor e da possível proibição de bets e cassinos on-line, gerou críticas de internautas nas redes sociais. Montenegro reconheceu os problemas causados pelo endividamento de famílias devido aos jogos, mas sustentou que a interrupção das receitas afetará postos de trabalho, especialmente em clubes menores.

"O drama de uma família endividada não pode ser maior do que o drama de uma família que vai ter que sofrer com os efeitos do desemprego, que é o que vai acontecer na cadeia do futebol", afirmou o presidente do Fluminense durante a audiência.

O cenário de incerteza no setor é corroborado por dados da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL). Segundo levantamento da entidade divulgado em 7 de outubro, a proibição das casas de apostas já provocou cerca de 3.500 demissões diretas no segmento.

A ANJL também informou que outros 4.167 funcionários foram colocados em regime de férias coletivas. A audiência no STF tem como objetivo subsidiar decisões em diversos processos relacionados ao mercado de apostas, incluindo ações que já eram relatadas pelo ministro Luiz Fux antes da edição da medida provisória.

O debate conta com a participação de órgãos como a Procuradoria-Geral da República, o Ministério da Fazenda, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

Além de entidades ligadas ao setor de jogos e loterias, o encontro reúne representantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e de diversos clubes, como Flamengo, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa.

A assessoria de imprensa do Fluminense foi procurada para comentar a fala do dirigente e a repercussão negativa nas redes sociais, mas não enviou resposta até a última atualização desta reportagem.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.