Pace e Senna protagonizam vitórias memoráveis com motores Ford em Interlagos
Relembre os triunfos de José Carlos Pace em 1975 e Ayrton Senna em 1993 com propulsores da Ford no GP do Brasil
Por Redação Diário Local
As vitórias de José Carlos Pace em 1975 e de Ayrton Senna em 1993 no Grande Prêmio do Brasil consolidaram a importância dos motores Ford na história de Interlagos.
Ambos os pilotos utilizaram unidades de potência da Ford para vencer em solo brasileiro, embora em contextos tecnológicos e regulamentos completamente distintos, marcando eras diferentes da Fórmula 1.
O triunfo de Pace em 1975
O GP do Brasil de 26 de janeiro de 1975 foi vencido por José Carlos Pace utilizando o Brabham BT44B. O carro era equipado com o motor Ford-Cosworth DFV V8 de aproximadamente 3 litros, que funcionava como elemento estrutural do chassi.
Pace largou na sexta posição e precisou superar o companheiro de equipe, Carlos Reutemann, antes de perseguir o líder Jean-Pierre Jarier. Jarier, que pilotava um Shadow com motor Ford-Cosworth, abandonou a prova na 33ª volta devido a uma falha no sistema de dosagem de combustível.
Com o abandono de Jarier, o brasileiro assumiu a liderança e resistiu à pressão de Emerson Fittipaldi para cruzar a linha de chegada com 5s790 de vantagem. A vitória foi o único triunfo de Pace na Fórmula 1, sendo o pódio completado por Jochen Mass, também de McLaren-Ford.
A conquista de Senna em 1993
Em 28 de março de 1993, Ayrton Senna venceu o GP do Brasil em uma corrida definida pelas condições climáticas e estratégia de pneus. Naquele ano, a McLaren utilizava o modelo MP4/8, equipado com o motor Ford-Cosworth HB V8 de 3,5 litros.
Senna largou em terceiro, atrás de Alain Prost e Damon Hill. Durante a prova, o brasileiro recebeu uma punição de 10 segundos por ultrapassagem sob bandeiras amarelas, mas a chegada da chuva alterou o ritmo da competição.
Após o abandono de Prost, Senna antecipou a troca para pneus slick, o que permitiu a ultrapassagem de Hill na 42ª volta. O brasileiro completou as 71 voltas com 16s625 de vantagem sobre o britânico, enquanto Michael Schumacher terminou em terceiro com uma Benetton-Ford.
Evolução tecnológica dos motores
As vitórias evidenciam a transição técnica entre as décadas. O motor DFV de 1975 era um V8 aspirado de 2.993 cm³ com injeção mecânica, enquanto o motor HB de 1993 já contava com gerenciamento eletrônico e sistemas de transmissão mais sofisticados.
