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Polícia da Espanha investiga morte de jogador após choque com goleiro em partida da Segunda Divisão

Grupo de Homicídios da Espanha analisa imagens para apurar se a ação do goleiro Jesús Owono terá relevância penal.

Por Redação Diário Local

A Polícia Nacional da Espanha investiga as circunstâncias da morte do atacante Jesús de Miguel, de 30 anos, ocorrida nesta terça-feira (4). O jogador do Tenerife sofreu uma parada cardiorrespiratória após um choque com o goleiro Jesús Owono, do FC Andorra, durante uma partida da Segunda Divisão do Campeonato Espanhol.

O incidente aconteceu durante uma disputa de bola, quando o goleiro atingiu o corpo de Miguel com o joelho. O atacante caiu imediatamente ao gramado e precisou ser reanimado por cerca de cinco minutos ainda em campo, antes de ser encaminhado para internação.

Devido à gravidade do choque, o árbitro expulsou o goleiro e interrompeu a partida de maneira imediata. O jogador do Tenerife permaneceu internado desde a segunda-feira (3), quando o lance ocorreu, mas não resistiu.

Como funcionará a investigação?

O Grupo de Homicídios da Espanha ficou responsável por reconstituir a dinâmica do choque entre os atletas. Para isso, os investigadores utilizarão imagens da partida e documentos oficiais do jogo para verificar se a ação do goleiro teve relevância penal.

A análise dos vídeos e a coleta de depoimentos devem ajudar a determinar se o impacto configura um crime ou se trata de um acidente de jogo. Caso a conduta seja considerada criminosa, o arqueiro poderá responder judicialmente pelo ocorrido.

Até o momento, não há registro de processos criminais desse tipo envolvendo apenas situações ocorridas dentro de partidas de futebol no país. Por conta do ocorrido, o goleiro Jesús Owono também pode ser punido esportivamente com uma suspensão de até 12 jogos.

O que é morte judicial?

A investigação também busca determinar a causa exata do óbito para definir o enquadramento legal do caso. O Tribunal Superior de Justiça das Ilhas Canárias classifica como morte judicial quando não é possível identificar uma causa natural para o falecimento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.