Ruan Tressoldi pede R$ 14 milhões ao São Paulo por alegada negligência médica
Zagueiro do Atlético-MG alega que sofreu lesão e não recebeu tratamento adequado durante passagem pelo clube paulista em 2025.
Por Redação Diário Local
O zagueiro Ruan Tressoldi, atualmente no Atlético-MG, acionou a Justiça contra o São Paulo pedindo uma indenização de R$ 14 milhões por suposta negligência médica. O jogador alega que sofreu uma lesão durante sua passagem pelo clube paulista no primeiro semestre de 2025 e que não recebeu o suporte adequado.
A primeira audiência sobre o caso ocorreu nesta terça-feira (18). Durante o depoimento, o defensor confirmou que o clube ofereceu tratamento médico e fisioterápico após a lesão, mas a defesa sustenta que ele foi compelido a seguir jogando mesmo relatando dores após a partida contra o Palmeiras, realizada no domingo (11).
De acordo com os autos do processo, Ruan afirma que recebeu infiltrações e tratamento com plasma rico em plaquetas (PRP) — procedimento que, na época, era classificado como experimental pelo Conselho Federal de Medicina. O atleta também questiona a ausência de um seguro obrigatório e aponta um prejuízo de mais de R$ 20 mil por ter custeado uma cirurgia com recursos próprios após o fim do contrato.
Como prova do quadro clínico, a defesa apresentou um exame datado de 15 de maio, um dia após o confronto do São Paulo contra o Libertad. Naquela ocasião, Ruan foi titular, mas no jogo seguinte, contra o Náutico, ele entrou apenas nos minutos finais do segundo tempo, sendo este o seu último compromisso pelo Tricolor.
O posicionamento do São Paulo
O São Paulo nega as acusações e afirma que o jogador já apresentava alterações no joelho no momento da contratação, conforme comprovado por exames admissionais. A defesa do clube argumenta que o problema de saúde tem origem degenerativa e não foi causado por um trauma ocorrido em jogo.
O clube informou ainda que as queixas de dor registradas após a partida contra o Libertad foram investigadas em menos de 24 horas. Segundo o Tricolor, houve uma melhora clínica que permitiu a entrada de Ruan em campo contra o Náutico sob minutagem controlada.
Sobre o procedimento cirúrgico, a diretoria paulista esclareceu que havia um planejamento para a operação, mas a execução dependia da aprovação do Sassuolo, da Itália, que detinha os direitos econômicos do defensor durante o empréstimo. O clube alega ter proposto manter o jogador no Brasil, assumindo os custos da cirurgia, da recuperação e da remuneração.
Após a fase de perguntas, o juiz responsável pelo caso encerrou a audiência e determinou a realização de uma perícia técnica para avaliar as alegações apresentadas por ambas as partes.
