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Copa do Mundo

Donald Trump é conduzido para fora do palco após entrega de taça da Espanha na Copa do Mundo

Presidente dos EUA permaneceu no palco após entrega do troféu e foi retirado por Gianni Infantino para permitir fotos dos atletas.

Por Davy Albuquerque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, precisou ser conduzido para fora do palco no domingo (19) após a entrega do troféu da Copa do Mundo de 2026 à seleção da Espanha. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, acompanhou o líder norte-americano para liberar o espaço para a comemoração e as fotos oficiais dos atletas espanhóis.

A cerimônia de premiação aconteceu no Estádio MetLife, em Nova Jersey (EUA), onde a Espanha conquistou o bicampeonato mundial ao vencer a Argentina por 1 a 0. Trump participou do ato de entrega da taça ao lado de Infantino, mas permaneceu no palco após o protocolo, sendo então retirado pelo dirigente da entidade máxima do futebol.

Durante a celebração, o presidente norte-americano também foi alvo de vaias por parte de uma parcela do público presente no estádio. O episódio ocorreu pouco antes do momento em que as medalhas de vice-campeão foram entregues aos atletas da seleção argentina.

A presença de Trump no evento também ficou marcada por uma controvérsia envolvendo a suspensão de um jogador. O presidente afirmou ter ligado pessoalmente para Gianni Infantino para pedir a revisão da punição aplicada ao atacante Folarin Balogun, após o atleta receber um cartão vermelho no dia 1º de julho de 2026.

A Fifa informou que a suspensão de Balogun foi revogada, mas declarou que o presidente dos Estados Unidos não interferiu na decisão técnica da entidade. A punição havia sido aplicada após o jogador atuar contra a Bélgica, em partida realizada no dia 6 de julho de 2026, quando os Estados Unidos foram eliminados por 4 a 1.

A Copa do Mundo é um evento esportivo privado organizado pela Fifa a cada quatro anos. O torneio é gerido por entidades privadas, que são responsáveis pela organização das eliminatórias e pela definição dos elencos que disputam a competição.

No contexto das seleções, as decisões sobre técnicos e convocados cabem às respectivas confederações de futebol. O governo de cada país não possui influência direta sobre a escolha dos jogadores ou sobre os processos internos das entidades que gerem o esporte.

O torneio de 2026 é realizado sob fins lucrativos e segue o modelo de gestão de organizações de direito privado, sem vínculo com governos federais das nações participantes.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.