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Países europeus ameaçam boicotar Copa do Mundo após plano da Fifa de criar empresa para investidores

Uefa questiona transparência de nova empresa da Fifa que pretende vender participação minoritária em competições como a Copa do Mundo

Por Redação Diário Local

Países europeus avaliam boicotar a Copa do Mundo após a Fifa divulgar um plano para criar uma empresa responsável pela operação de suas principais competições. A medida visa vender participações minoritárias para investidores privados na nova subsidiária, que cuidará de eventos como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes.

A proposta foi apresentada pela Fifa nesta terça-feira (28). Em resposta, a Uefa, entidade que coordena o futebol na Europa, posicionou-se contra a ideia e questionou a transparência do processo de criação da nova companhia.

O que é a Fifa Forward Enterprise?

A nova subsidiária será chamada de Fifa Forward Enterprise (FFE). Segundo a Fifa, a empresa terá o controle majoritário e será encarregada de consolidar as operações comerciais e as principais competições organizadas pela entidade internacional.

A Fifa projeta que a FFE tenha um valor de mercado de US$ 20 bilhões (R$ 102,3 bilhões). Com isso, a entidade planeja vender o equivalente a US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) em ações, permitindo que investidores privados tenham uma participação minoritária no negócio.

De acordo com a Fifa, a injeção de capital privado é fundamental para explorar o potencial de direitos de transmissão e patrocínios de seu portfólio de futebol masculino, feminino e de base.

Reação da Uefa e possíveis consequências

A Uefa manifestou-se de forma contrária ao plano, afirmando que a governança do futebol não deve ser tratada como ativo comercializável sem transparência sobre os benefícios financeiros. Em nota, a entidade argumentou que o futebol não pertence à Fifa para ser vendido.

As confederações ligadas à Uefa devem realizar uma reunião virtual ainda nesta semana para debater o possível boicote e definir uma estratégia para impedir a criação da empresa voltada a investidores. O impasse ocorre em um momento em que a Espanha e Portugal serão sedes da Copa de 2030.

Impacto nos repasses para as federações

A Fifa justifica o movimento afirmando que o dinheiro arrecadado com as ações será destinado ao aumento dos repasses para as federações nacionais de cada país membro. Atualmente, o valor repassado por associação é de R$ 41 milhões.

Caso o plano seja aprovado, a entidade projeta que os valores distribuídos subam para R$ 102 milhões no ciclo que antecede a Copa de 2030, R$ 112,5 milhões até 2034 e R$ 123 milhões até 2038.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.