China exibe avanços em inteligência artificial e desafia liderança dos Estados Unidos em feira de Xangai
Conferência Mundial de Inteligência Artificial mostra modelos chineses de alto desempenho e foco em aplicação prática e robótica.
Por Redação Diário Local
A China utilizou a nona edição da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC), realizada em Xangai, para exibir avanços tecnológicos que desafiam a liderança dos Estados Unidos no setor. O evento serviu como vitrine para demonstrar a capacidade do país de superar sanções americanas que limitam o acesso a chips e equipamentos de fabricação avançados.
Durante a conferência, empresas chinesas apresentaram modelos de inteligência artificial de alto desempenho. A Moonshot AI apresentou o modelo Kimi K3, que em testes de desempenho obteve notas superiores ao Claude Opus 4.8, da empresa Anthropic. O resultado trouxe novos argumentos para pesquisadores que questionam se o avanço chinês se deve apenas à técnica de destilação de modelos americanos.
A Alibaba também anunciou um modelo recém-lançado que, segundo a companhia, superou o sistema da Moonshot. O movimento reforça a tendência de modelos chineses ganharem espaço global, impulsionados pelo uso de código aberto e custos de operação geralmente mais baixos que os modelos ocidentais.
Como a China planeja o uso da IA?
O país concentra esforços na aplicação prática da tecnologia através de um plano governamental denominado AI Plus. O objetivo do programa é fazer com que a inteligência artificial esteja presente em 90% da economia chinesa até o ano de 2030.
Na feira de Xangai, isso se traduziu na exibição de dispositivos "agênticos", que são sistemas capazes de automatizar tarefas complexas, como o planejamento de agendas e a tomada de decisões. O foco atual é encontrar casos de uso reais para agentes de IA que possam ser utilizados por uma grande parcela da população.
O papel da robótica e manufatura
A capacidade industrial da China também foi um ponto central, com a exposição de robôs humanoides e dispositivos inteligentes. A fabricante Ace Robotics destacou que a vantagem do país reside na longa cadeia de suprimentos e na facilidade de integrar diversos parceiros para criar sistemas complexos.
Entre os equipamentos exibidos estava um robô da UniX AI, avaliado em US$ 44 mil, que realiza tarefas domésticas como arrumar camas e colocar roupas na máquina de lavar. Embora o equipamento apresente imprecisões durante demonstrações, representantes do setor afirmam que ele já é utilizado em ambientes como hotéis e restaurantes.
