Equipes de bombeiros brasileiros encerram missão humanitária após terremotos na Venezuela
Equipes do Brasil desmobilizaram após atuarem na recuperação de corpos e ajuda humanitária em regiões atingidas por tremores.
Por Diário Local
Equipes de bombeiros brasileiros encerraram, nesta quinta-feira (9/7), a missão humanitária de socorro às vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela. Após atuarem no combate aos efeitos dos tremores, os militares iniciaram o processo de desmobilização para o retorno ao Brasil.
O transporte do contingente é feito por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), com partida prevista para a manhã desta sexta-feira (10/7). A ajuda brasileira foi mobilizada três dias após os sismos que causaram ampla destruição no país vizinho.
A missão foi composta por 71 bombeiros, sendo 31 de Minas Gerais — que formaram o maior grupo — e os demais profissionais vindos de São Paulo e do Paraná. As equipes concentraram os trabalhos principalmente nas regiões de Caraballeda e Punta Caraballeda, localizadas próximas à cidade de La Guaira.
Para localizar vítimas e realizar o trabalho de campo, os militares utilizaram cães de busca, detectores de vida, detectores sísmicos e retroescavadeiras. O balanço das atividades foi detalhado pelo tenente-coronel Rafael Neves Cosendey, do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (BEMAD) do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).
Segundo o comandante, foram realizadas cerca de 90 atuações em campo. O trabalho incluiu a recuperação de 23 corpos, ajuda humanitária, análises estruturais feitas por engenheiros e a entrega de 150 purificadores de água enviados pela embaixada brasileira.
A gravidade da situação na Venezuela é confirmada pelos dados oficiais. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, divulgou nesta quinta-feira (9/7) que o número de mortos provocados pelos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 chegou a 3.889.
O último levantamento das autoridades venezuelanas indica que o número de vítimas fatais aumentou em 78 pessoas em relação ao dia anterior. Os tremores ocorreram em 24 de junho, em dois eventos seguidos.
Além das mortes, o impacto humanitário segue elevado. O balanço aponta que 16.740 pessoas continuam feridas pelos tremores e outras 17.907 pessoas estão sem moradia devido aos desastres naturais.
