Donald Trump demite três integrantes da Comissão de Assistência Eleitoral dos EUA antes de eleições
A Casa Branca confirmou a saída dos comissários a poucos meses das eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms.
Por Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu nesta quinta-feira (9) os três últimos integrantes da Comissão de Assistência Eleitoral (EAC). O órgão federal independente tem a função de auxiliar as autoridades responsáveis pela organização das eleições no país.
A saída dos comissários ocorre poucos meses antes das eleições de meio de mandato, conhecidas nos Estados Unidos como "midterms". Em novembro, haverá a renovação de toda a Câmara de Deputados e de um terço do Senado.
A Casa Branca confirmou as demissões. Segundo um funcionário do governo, o presidente possui autoridade para remover membros que possam não estar alinhados com a tarefa de garantir a segurança das eleições e a contabilização dos votos legais.
Como funciona a Comissão de Assistência Eleitoral?
Criada pelo Congresso em 2002, a EAC funciona como um centro nacional de apoio à administração das votações. Como os Estados Unidos não possuem um órgão centralizado como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as votações seguem modelos diferentes em cada um dos 50 estados.
A comissão é responsável por credenciar laboratórios de testes, certificar sistemas de votação e manter o formulário nacional de registro de eleitores por correspondência. A legislação determina que os quatro integrantes sejam indicados pelo presidente, divididos igualmente entre democratas e republicanos, e confirmados pelo Senado.
Os três membros que deixaram o posto — Thomas Hicks, Benjamin Hovland e Christy McCormick — haviam sido aprovados por unanimidade pelos senadores. A única integrante indicada pelo Partido Republicano renunciou ao cargo, enquanto os outros dois, indicados pelo Partido Democrata, foram demitidos por meio de um comunicado enviado pelo Escritório de Pessoal Presidencial.
Reação política à decisão
A decisão de remover os comissários antes das eleições legislativas de 2026 gerou críticas. O senador democrata Mark Warner, da Virgínia, afirmou que a medida é extraordinária e levanta preocupações sobre possíveis interferências políticas nas instituições de suporte ao processo eleitoral.
Apesar de a lei permitir que o presidente nomeie substitutos para recompor a comissão, ainda não há informações sobre quando ou como a nova composição será definida.
