Diário Local
Meio Ambiente

Oceanos armazenam nível recorde de calor, aponta relatório do observatório Copernicus

Quantidade de calor nos oceanos foi quase 40 vezes superior à energia consumida pela humanidade em 2025, revela estudo.

Por Redação Diário Local

A quantidade de calor armazenada nos oceanos atingiu o nível mais alto já registrado em 2025, segundo dados da 10ª edição do relatório sobre o estado do oceano do observatório europeu Copernicus, divulgados nesta quarta-feira (30). O estudo revela que o volume de energia térmica lançado nos mares no último ano foi de 23 zettajoules.

O montante de calor registrado é quase 40 vezes superior a toda a energia consumida pela humanidade durante o ano de 2025. O relatório detalha como o aquecimento impacta diretamente o equilíbrio térmico e químico das águas globais.

Além do aumento da temperatura, o oceano apresentou uma mudança na sua composição química. Entre 1985 e 2025, as águas tornaram-se aproximadamente 17% mais ácidas, processo relacionado à absorção de gases poluentes.

De acordo com o levantamento, cerca de um terço do dióxido de carbono emitido pela humanidade foi absorvido pelos oceanos. Esse fenômeno contribui para a acidificação e para as alterações nos ecossistemas marinhos.

Perda de gelo e biodiversidade

As mudanças climáticas também afetaram a cobertura de gelo nas regiões polares. No Ártico, a extensão média mensal do gelo marinho diminuiu cerca de 490 mil km² por década entre 1979 e 2025.

A redução desse volume equivale, aproximadamente, à perda de uma área do tamanho do território da Espanha a cada dez anos. O degelo constante altera o albedo da região e influencia o clima global.

A biota marinha também registra alterações significativas. Cerca de 5% do oceano global apresentou mudanças persistentes nos padrões sazonais do fitoplâncton ao longo das últimas três décadas.

Os recifes de coral, fundamentais para a vida marinha, também sofrem com o aquecimento. Entre 1982 e 2025, quase um quarto dos corais ameaçados nas Zonas Econômicas Exclusivas dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS) enfrentou estresse térmico acumulado em níveis letais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.