Caso Lindsay Clancy: júri inicia deliberação após cinco semanas de julgamento nos EUA
Defesa alega psicose pós-parto para tentar evitar prisão perpétida; acusação sustenta que mortes foram planejadas.
Por Redação Diário Local
O julgamento de Lindsay Clancy, nos Estados Unidos, entrou em sua fase final com o início da deliberação do júri nesta semana. Após cinco semanas de audiências, os jurados devem decidir se a americana será responsabilizada legalmente pelos assassinatos de seus três filhos, ocorridos em janeiro de 2023.
Lindsay Clancy é acusada de três homicídios qualificados em primeiro grau. Embora não negue ter cometido os crimes, sua defesa sustenta que ela não deve ser responsabilizada devido a um quadro de psicose pós-parto, que teria causado alucinações e delírios no período.
Se condenada, a americana, que atualmente usa cadeira de rodas devido a uma queda ocorrida na data do crime, pode ser sentenciada à prisão perpétua sem direito à liberdade condicional.
O que diz a acusação e a defesa?
Os promotores argumentam que as mortes foram um ato calculado. Segundo a acusação, Clancy teria esperado que o marido, Patrick Clancy, saísse para fazer compras para que pudesse estrangular as crianças — Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, de oito meses — utilizando faixas elásticas de ginástica.
A equipe de defesa, por sua vez, apresentou o histórico médico de Lindsay para comprovar a insanidade. Os advogados mencionaram que ela havia se internado em um hospital psiquiátrico poucos dias antes das mortes e que o diagnóstico de psicose pós-parto explicaria o comportamento da mãe.
Durante o julgamento, peritos apresentaram visões divergentes. Enquanto alguns especialistas apoiaram a tese de surto psicótico, outros, como a psiquiatra Jennifer Tufts, afirmaram que não identificaram sinais de risco ou psicose nas sessões em que atenderam a acusada.
Depoimentos de familiares
O ex-marido de Lindsay, Patrick Clancy, prestou depoimento detalhando o declínio da saúde mental da ex-esposa. Ele relatou que a mulher apresentava perda de peso, depressão severa e pensamentos suicidas cerca de um mês antes do ocorrido.
A família de Lindsay também colaborou com as investigações. A ex-sogra, Susan Clancy, relatou que a americana apresentava insônia e ansiedade extrema, enquanto a mãe de Lindsay, Paula Musgrove, afirmou que a filha chegou a dizer que estava pensando em machucar os filhos.
A irmã da acusada, Allison Ozga, também testemunhou, afirmando que Lindsay enfrentava pensamentos suicidas diariamente durante o mês que antecedeu o crime.
