China acusa CEOs dos EUA de espalhar medo com alertas sobre riscos de inteligência artificial
Porta-voz chinês afirma que alegações de empresários americanos visam promover competição desleal e prejudicar a governança global.
Por Redação Diário Local
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou nesta segunda-feira (14) que os alertas de executivos americanos sobre os riscos de segurança da inteligência artificial (IA) buscam promover o medo e a competição desleal. Segundo o diplomata, esse posicionamento prejudica a construção de uma governança global sólida sobre a tecnologia.
Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (14), Jiakun defendeu que a inteligência artificial deve ser tratada como uma ferramenta para o bem-estar da humanidade. Ele defendeu que todas as partes devem trabalhar pelo desenvolvimento aberto e inclusivo da área.
O porta-voz destacou que a China atua como defensora da cibersegurança e que o país já submeteu a IA à supervisão de leis, regulamentos nacionais e normas éticas. Ele afirmou que o governo chinês está disposto a trabalhar com a comunidade internacional para responder aos desafios de segurança na era digital.
A declaração chinesa ocorre após os líderes de empresas como OpenAI e SpaceX endossarem alertas emitidos pelo chefe da Anthropic, Dario Amodei. Os executivos alertaram para os riscos associados ao avanço acelerado da inteligência artificial e a necessidade urgente de reforçar mecanismos de segurança.
O cenário de tensão entre o setor privado e o poder político nos Estados Unidos também contou com a manifestação do presidente Donald Trump. Nesta segunda-feira (14), Trump criticou o posicionamento dos empresários de tecnologia.
Em publicação feita na rede social Truth Social, o presidente americano alegou que o endurecimento das regras sobre a IA poderia beneficiar a China. Trump utilizou a expressão "não matem a galinha dos ovos de ouro" para questionar a postura de cautela dos líderes das empresas de tecnologia.
O embate ocorre em um momento de disputa de influência tecnológica, onde a regulamentação é vista por alguns como proteção e por outros como barreira comercial. Enquanto os CEOs focam na mitigação de riscos de segurança, governos debatem o impacto geopolítico do ritmo de inovação.
A China reforça, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, que busca a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado no ciberespaço. O objetivo declarado é garantir que o avanço da internet e da inteligência artificial possa beneficiar os países de forma equilibrada.
