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COI cria auxílio de US$ 10 mil para todos os atletas olímpicos, sem distinção de medalha ou país

Chamado 'Fit for the Future Olympian Grant', o programa contempla todos os competidores olímpicos, independentemente de medalha ou país de origem

Por Diário Local

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quarta-feira um programa inédito de apoio financeiro para todos os atletas olímpicos: cada competidor receberá US$ 10 mil (cerca de R$ 52 mil), desde que não tenha cometido infrações de doping ou violações éticas. O anúncio foi feito durante a 146ª Sessão do COI, em Lausanne, na Suíça.

Batizado de "Fit for the Future Olympian Grant", o benefício tem como objetivo apoiar os esportistas tanto durante a carreira quanto na transição para a vida após o encerramento da trajetória competitiva. O programa também será aplicado de forma retroativa aos atletas que participaram dos Jogos Olímpicos de Inverno deste ano, em Milão-Cortina, na Itália.

Pau Gasol, presidente da Comissão de Atletas do COI, apresentou a iniciativa e destacou seu caráter universal. "Este subsídio estará disponível para todos os olímpicos, não apenas para medalhistas. Não apenas para atletas de determinados países. Para todos os olímpicos. Porque, embora a trajetória de cada atleta seja diferente, todos fizeram sacrifícios para chegar ao palco olímpico", afirmou.

A presidente do COI, Kirsty Coventry, também celebrou a criação do benefício. "Este é um tema discutido há muitos anos, e estou extremamente orgulhosa de que agora possamos fazer isso", disse.

Para bancar o programa, o COI reservou até US$ 140 milhões por edição olímpica. Com a expectativa de aproximadamente 11 mil participantes nos Jogos de Los Angeles 2028, o montante seria suficiente para contemplar todos os competidores previstos.

Para receber o benefício, os atletas deverão solicitar o valor por meio de uma plataforma digital do COI. Os repasses serão encaminhados aos comitês olímpicos nacionais, responsáveis pela distribuição dos recursos e pela prestação de contas à entidade.

Ficam fora do programa apenas atletas punidos por violações às regras antidoping, ao código de ética, às condições de participação ou à Carta Olímpica.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.