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Coreia do Norte nega envio de novos soldados para lutar na guerra da Ucrânia

Kim Yo Jong classificou como propaganda as afirmações do presidente Volodymyr Zelensky sobre reforços militares norte-coreanos na Europa.

Por Redação Diário Local

A Coreia do Norte afirmou que não tem planos de enviar novas tropas para atuar ao lado da Rússia no conflito contra a Ucrânia. O governo norte-coreano classificou como "propaganda" as recentes alegações feitas pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sobre um possível reforço militar.

A manifestação foi divulgada por Kim Yo Jong, diretora do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia e irmã do líder Kim Jong-un. Segundo a autoridade, a teoria de que o exército do país enviará soldados adicionais é uma "farsa infundada" produzida por Kiev.

Kim Yo Jong também atribuiu a responsabilidade pelo início e pelo prolongamento da crise ucraniana aos Estados Unidos e ao Ocidente. A declaração surge em um momento de tensão sobre a participação de militares do país no Leste Europeu.

Acusações de reforço militar

A resposta de Kim Yo Jong ocorre após o presidente Volodymyr Zelensky afirmar que a inteligência ucraniana identificou uma solicitação da Rússia para o envio de 30 mil soldados norte-coreanos para a Europa. O objetivo desse movimento seria a cooperação direta na guerra contra a Ucrânia.

A expectativa de movimentação militar baseia-se em episódios ocorridos durante a invasão ucraniana na região russa de Kursk, em 2024. O cenário de cooperação entre os dois países tem sido monitorado internacionalmente desde o fortalecimento dos laços bilaterais.

Pacto de cooperação entre Rússia e Coreia do Norte

A discussão sobre a presença de militares norte-coreanos no conflito é reflexo de um acordo de cooperação mútua assinado em junho de 2024. O pacto foi formalizado pelos presidentes Vladimir Putin e Kim Jong-un.

Entre os principais pontos estabelecidos no tratado está o compromisso de ajuda mútua entre as duas nações. O acordo prevê assistência caso um dos dois países seja alvo de um ataque.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.