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Coreia do Sul

Coreia do Sul promete resposta firme contra violações da fronteira pela Coreia do Norte

Seul exige que Pyongyang interrompa obras de fortificação e critica aumento de tensões após explosão de mina na zona desmilitarizada.

Por Redação Diário Local

A Coreia do Sul afirmou nesta sexta-feira (30) que responderá com firmeza para proteger a fronteira militar com a Coreia do Norte. O anúncio foi feito pelo assessor de segurança nacional sul-coreano, Wi Sung-lac, em resposta às recentes tensões e atividades na Zona Desmilitarizada (DMZ).

O aumento da tensão entre as duas nações ocorre após a explosão de uma mina terrestre na fronteira durante o mês passado. O incidente feriu gravemente diversos soldados sul-coreanos que realizavam uma missão de reconhecimento na região.

Seul afirma que a explosão foi causada por uma mina norte-coreana. O Comando das Nações Unidas, responsável por supervisionar a DMZ, confirmou que a presença de um artefato desse tipo do lado oposto da linha divisória configura uma violação do armistício vigente.

Diante do ocorrido, o governo sul-coreano exigiu que Pyongyang interrompa imediatamente os trabalhos de fortificação realizados nas proximidades da fronteira. Segundo Seul, essas atividades de construção têm elevado o risco de novos incidentes na área de segurança.

A Coreia do Norte negou a responsabilidade pelo incidente da mina. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (30), o Ministério da Defesa de Pyongyang também criticou os exercícios militares de defesa aérea Freedom Flag, realizados em conjunto por Seul e pelos Estados Unidos.

O governo norte-coreano afirmou que as movimentações militares aumentam a tensão na Península Coreana. Em nota, o Ministério da Defesa da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) declarou que não há limites para as opções de dissuasão para lidar com as ameaças representadas pelos Estados Unidos e suas forças.

Os exercícios conjuntos entre as forças aéreas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos começaram na última segunda-feira (26), na Base Aérea de Kunsan. De acordo com o Ministério da Defesa sul-coreano, as atividades militares têm previsão de encerramento para o dia 6 de novembro.

A operação de defesa aérea envolve o uso de caças furtivos de última geração. Entre os modelos empregados estão os F-35A da Coreia do Sul e os F-35B supersônicos do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.

Apesar de ameaças anteriores de propaganda, o serviço de inteligência sul-coreano informou na quinta-feira (29) que a Coreia do Norte ainda não iniciou as transmissões de alto-falantes previstas pela irmã do líder Kim Jong Un, Kim Yo Jong.

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