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Pentágono investiga suspeita de ataque cibernético em freezers de bases militares nos EUA

Investigadores militares apuram falhas em sistemas de refrigeração que estragaram alimentos em bases nos Estados Unidos em agosto.

Por Redação Diário Local

O Pentágono investiga uma série de falhas misteriosas em equipamentos de refrigeração ocorridas em agosto, em bases militares nos Estados Unidos, como um possível ataque cibernético. A apuração busca identificar se houve sabotagem nos sistemas que controlam a temperatura de freezers, o que causou a perda de alimentos em unidades militares.

O Cyber Command, unidade de defesa cibernética das Forças Armadas, informou que está trabalhando em estreita coordenação com parceiros interagências e de segurança. A Divisão de Investigação Criminal do Departamento do Exército dos EUA também confirmou o envolvimento de seu Escritório de Campo Cibernético no caso.

As falhas registradas no final de agosto afetaram pelo menos seis comissarias — lojas de abastecimento situadas dentro de bases militares. Em um dos episódios registrados em Fort Huachuca, no Arizona, os equipamentos entraram no modo de degelo, o que elevou a temperatura e estragou os alimentos durante a noite.

Investigadores militares estão em contato com autoridades francesas para comparar os incidentes. No início deste mês, a França enfrentou um ataque cibernético semelhante que afetou o controle de temperatura em mais de 350 estabelecimentos comerciais, como supermercados.

Como o caso na França se conecta à investigação?

Diferente de um desligamento simples, o ataque na França elevou a temperatura das unidades de refrigeração, o que causou prejuízos estimados em dezenas de milhões de euros. Em situações extremas, o superaquecimento dos equipamentos chegou a provocar incêndios em algumas unidades no país europeu.

O padrão de aumentar a temperatura, em vez de apenas desligar o sistema, é o ponto de semelhança observado entre o incidente europeu e os problemas reportados nas bases militares norte-americanas. A Embaixada da França em Washington informou que não faria comentários sobre o assunto.

Especialistas alertam que o ataque sofrido na França demonstra como a infraestrutura crítica pode ser vulnerável a hackers. Um dos fatores que pode ter facilitado a invasão foi o uso de dispositivos com software (firmware) desatualizado ou modelos obsoletos.

A empresa dinamarquesa Danfoss, cujos controladores operavam muitas das unidades afetadas na Europa, afirmou que dispositivos obsoletos podem facilitar invasões. Não há informações confirmadas sobre o uso de controladores da marca nas bases militares afetadas nos Estados Unidos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.