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Inglaterra

Criança faz cinco meses de quimioterapia após erro de diagnóstico na Inglaterra

Menina de 5 anos foi tratada para doença autoimune por erro médico, mas possui distrofia muscular hereditária.

Por Diário Local

Uma menina na Inglaterra foi submetida a cinco meses de sessões de quimioterapia indevidas devido a um erro de diagnóstico médico. Faye Condon foi tratada inicialmente como se tivesse dermatomiosite juvenil (DMJ), uma doença autoimune, quando na verdade possui uma condição genética progressiva.

O erro ocorreu quando a paciente tinha apenas cinco anos de idade. A mãe, Christina Condon, buscou atendimento no Hospital Infantil de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, em março de 2019, após notar que a filha tinha dificuldades para correr, pular e suportar peso no quadril.

Segundo o relato da família, a criança apresentava quedas frequentes e não conseguia caminhar distâncias curtas, como o trajeto até a escola. Para tentar comprovar os sintomas aos médicos, a mãe chegou a registrar vídeos e fotografias das dificuldades da filha.

Apesar de Christina ter pressionado os profissionais para a realização de novos exames por não concordar com a conclusão inicial, as investigações não foram ampliadas pelo hospital. Como consequência, Faye passou por cerca de seis ciclos de quimioterapia e injeções domiciliares, o que causou sofrimento e efeitos colaterais.

O diagnóstico correto só foi alcançado sete anos depois, quando a menina completou 12 anos. Após buscar novas opiniões médicas em outros centros de saúde, a investigação apontou que ela é portadora de distrofia muscular de Emery-Dreffuss (EDMD).

O que é a distrofia muscular de Emery-Dreffuss?

A EDMD é uma condição genética hereditária e progressiva que causa atrofia e fraqueza muscular, além de rigidez nas articulações. A doença também pode comprometer o coração ao interromper os sinais elétricos responsáveis pelo bombeamento de sangue.

Por ser uma condição genética, a doença ainda não possui cura ou tratamento que a elimine. O ciclo de quimioterapia e injeções realizado anteriormente foi considerado totalmente desnecessário diante da natureza real da enfermidade.

Atualmente, o tratamento de Faye foca em garantir o conforto da paciente e o controle de dores. A família ressalta que o diagnóstico precoce teria permitido aproveitar momentos de lazer antes que a progressão da doença exigisse o uso de cadeira de rodas.

Queixa formal contra hospital

Diante dos erros médicos cometidos no tratamento inicial, a família iniciou um processo de queixa formal contra o Hospital Infantil de Bristol. Para auxiliar nos custos elevados do tratamento atual, Christina Condon também criou uma conta de arrecadação de fundos para a família.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.