Espanha instala barreira de boias para conter fluxo migratório em Ceuta
Autoridades espanholas posicionaram barreira flutuante de 500 metros na fronteira com Marrocos para impedir nova entrada de migrantes.
Por Redação Diário Local
Autoridades da Espanha instalaram, no sábado (1), uma barreira flutuante de 500 metros na fronteira entre a cidade autônoma de Ceuta e Marrocos. A medida visa impedir novas entradas em massa de migrantes ao território espanhol.
A instalação do sistema de boias começou às 7h50 (horário local) no quebra-mar de Tarajal, um dos principais pontos de travessia para a região. O dispositivo foi projetado para ficar entre 30 e 70 centímetros acima da água, com uma extensão de pelo menos 1 metro abaixo da superfície.
A implementação do bloqueio marítimo ocorre após uma entrada de cerca de 50 mil pessoas em Ceuta, realizadas por vias terrestres e marítimas. O recente fluxo migratório em massa resultou em pelo menos 72 mortes registradas durante o processo.
Até o momento, mais de 48 mil pessoas já retornaram ao Marrocos. No entanto, cerca de 400 migrantes permanecem na cidade e se recusam a voltar ao país de origem.
Relatos sobre a situação dos que ainda estão na região apontam que os migrantes permaneciam acomodados em pedaços de papelão rasgados. Além disso, foram identificados ferimentos nos pés das pessoas após a travessia.
A barreira busca reforçar o controle na zona de fronteira após o período de instabilidade. O uso de dispositivos flutuantes é uma estratégia para dificultar o acesso por mar ao enclave espanhol.
As autoridades locais têm monitorado o quebra-mar de Tarajal para evitar novos incidentes. A estrutura de 500 metros de comprimento deve atuar como uma contenção física no perímetro estratégico.
O cenário em Ceuta reflete os desafios de segurança e controle migratório na fronteira com o norte da África. O governo espanhol mantém o monitoramento da área para gerenciar o fluxo de pessoas e a integridade do território.
