Espelho d'água em Washington reforça segurança após Trump acusar vândalos de danificar reforma
Guarda Nacional patrulha a área e câmeras foram instaladas no local reformado há semanas, que enfrenta problemas com algas e descascamento de tinta.
Por Diário Local
As agências de segurança dos Estados Unidos intensificaram a vigilância no espelho d'água do Memorial Lincoln, em Washington, após o local reformado enfrentar problemas com algas e descascamento de revestimento. Soldados da Guarda Nacional patrulham a área em grupos de três ou quatro pessoas, enquanto torres de iluminação movidas a energia solar e cerca de meia dúzia de postos de segurança móveis com câmeras circundam o perímetro do local.
O reforço na segurança ocorre dias após a conclusão de uma reforma de US$ 14,7 milhões no espelho d'água, realizada a pedido do presidente Donald Trump. O local, que se estende do Memorial de Lincoln quase até o Monumento a Washington, recebeu uma nova pintura azul descrita como o "azul da bandeira americana" para as comemorações do 250º aniversário da independência dos EUA, em 4 de julho.
Semanas depois da conclusão dos trabalhos, o espelho d'água passou a apresentar problemas, incluindo proliferação de algas que tingiu a água de verde e pedaços do revestimento azul descascando do fundo. Trump atribuiu a situação a sabotadores que agiram no meio da noite, embora não hajam evidências públicas que sustentem essa alegação.
Prisões e investigação
Um funcionário do Serviço Nacional de Parques afirmou, em depoimento juramentado na quarta-feira (24), que a Polícia dos Parques dos EUA examinou danos aparentemente intencionais ao espelho d'água em 9 de junho. O Departamento do Interior informou em postagem nas redes sociais que seis pessoas foram presas por suposto vandalismo no local, e outras sete receberam intimações federais.
Nem o Departamento do Interior nem a Polícia dos Parques dos EUA divulgaram os nomes dos indiciados ou as acusações que enfrentam. Os registros dos tribunais locais e federais não mostram nenhum caso nos últimos dias envolvendo vandalismo no espelho d'água. Os detidos podem não constar nos registros judiciais locais enquanto a Procuradoria dos EUA não decidir abrir um processo.
Um dos detidos foi o ex-atleta olímpico norte-americano David Hearn. Vídeo postado nas redes sociais mostrou Hearn sendo abordado por soldados da Guarda Nacional e posteriormente algemado pela polícia. Hearn negou ter destruído ou removido qualquer propriedade, mas admitiu ter pegado um pedaço parcialmente solto do revestimento que estava descascando quando estendeu a mão para dentro do espelho d'água.
Seu advogado, Norm Eisen, afirmou que tratar a conduta como criminosa desvia a atenção de como o projeto foi gerenciado e classificou o uso do sistema de justiça criminal como "comportamento autoritário clássico".
Reações de visitantes
Apesar do reforço na vigilância, o clima próximo ao espelho d'água estava tranquilo na quarta-feira. A turista Mary Jane Willard, de Seattle, expressou incômodo com a presença de cercas, Guarda Nacional e câmeras na área. Já Joanna Walling, visitante de Merritt Island, na Flórida, afirmou que o local parecia estar em bom estado.
