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Diplomacia

EUA deixam Brasil de fora de comunicados de Dia Nacional por segundo ano consecutivo

Departamento de Estado dos EUA não enviou parabéns ao Brasil pelo Dia da Independência, repetindo comportamento de 2025.

Por Redação Diário Local

O Departamento de Estado dos Estados Unidos não publicou, pelo segundo ano consecutivo, um comunicado de felicitações ao Brasil pelo Dia da Independência, celebrado na segunda-feira (7). A ausência de nota oficial faz parte de um levantamento que mostra que o governo americano enviou mensagens de "Dia Nacional" para mais de 180 países nos últimos 12 meses, mas deixou o Brasil entre as dez nações ignoradas.

Além do Brasil, as nações que não receberam comunicados públicos do governo dos EUA no período foram Afeganistão, Coreia do Norte, Etiópia, Guiné, Irã, Líbia, Santa Lúcia, Síria e Sudão. A última vez que uma nota de felicitações foi assinada para o Brasil ocorreu em 2024, durante a gestão de Joe Biden.

Contexto da crise diplomática

O silêncio diplomático ocorre em meio a um desgaste nas relações entre Brasil e Estados Unidos, iniciado em julho do ano passado. A tensão começou quando o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou tarifas sobre produtos brasileiros sob a justificativa de uma "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Embora tenha havido uma redução de tensões no fim de 2025, com o alívio de tarifas e sanções, o relacionamento voltou a se desgastar no final de maio de 2026. O ponto de ruptura foi a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

Após esse episódio, o governo norte-americano anunciou novas taxas contra o Brasil. Em 22 de julho, entrou em vigor uma tarifa de 25% baseada em uma investigação sobre práticas comerciais que, segundo o governo Trump, oneram ou restringem o comércio com os EUA, citando o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais.

Desdobramentos e vistos

A crise também atingiu a esfera consular. Em 24 de julho, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil negou vistos a dois diplomatas do Departamento de Estado, Riley M. Barnes e Samuel Samson, após eles serem citados em reportagens como parte de uma estratégia para questionar o sistema eleitoral brasileiro.

Em agosto, o governo dos Estados Unidos revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington. O Departamento de Estado justificou a medida pela demora das autoridades brasileiras em conceder o aval para que Daniel Perez assuma o cargo de embaixador dos EUA no Brasil.

O Itamaraty repudiou a decisão americana, classificando as justificativas como falsas e apontando uma escalada de medidas hostis motivadas por razões ideológicas. Daniel Perez afirmou, no fim do mês passado, que pretende trabalhar para que os dois países alcancem um acordo comercial benéfico para ambos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.