Diário Local
Mundo

Homem é acusado de enviar centenas de cartas com ameaças a autoridades nos EUA

Robin Martin foi preso após o envio de mensagens com pó branco destinadas a autoridades eleitorais, parlamentares e órgãos de mídia.

Por Redação Diário Local

Um homem de 67 anos, residente de Oklahoma City, foi acusado em um tribunal federal de enviar centenas de cartas contendo ameaças a autoridades eleitorais, parlamentares, institutos de pesquisa e organizações de mídia nos Estados Unidos. O caso ocorreu no contexto das Eleições de Meio de Mandato no país.

Segundo o FBI, as correspondências enviadas no início de outubro continham um pó branco. No entanto, análises laboratoriais indicaram que a substância era inofensiva e correspondia a fermento ou farinha. O suspeito, identificado como Robin Martin, foi preso na segunda-feira (2) e teve a detenção provisória mantida nesta terça-feira (3) por um magistrado federal.

Investigação e métodos utilizados

A investigação apontou que as cartas enviadas em outubro direcionavam-se a autoridades eleitorais de todos os 50 estados americanos. Além disso, o FBI acredita que Martin também tenha enviado ameaças a autoridades eleitorais e dos serviços postais durante o ano de 2024.

O FBI relacionou o homem ao envio de uma carta em 2024 que tratava de questões sobre as eleições de 2020 e 2024. O órgão chegou ao suspeito por meio de imagens de câmeras de segurança de instalações dos Correios e de uma unidade do Walmart, onde teria sido adquirido um telefone utilizado nas ameaças.

Uma das correspondências enviadas ao diretor do FBI continha a mensagem "FBI SAVE THE USA", escrita com uma tinta que reage à luz ultravioleta. O documento apresentava impressões digitais identificadas como pertencentes a Martin.

Alcance das ameaças

De acordo com o FBI, as cartas enviadas em outubro utilizavam um endereço de remetente desatualizado da organização Socialistas Democráticos da América (DSA), em Nova York. O órgão informou que Martin também entrou em contato com a organização em agosto para obter endereços de e-mail de seus membros.

Esses contatos foram incluídos em uma lista de mensagens ameaçadoras que alertavam para possíveis prisões caso os integrantes votassem. O procurador-geral assistente para Segurança Nacional, John A. Eisenberg, afirmou que as cartas representaram uma tentativa de aterrorizar servidores públicos.

Uma audiência para o caso foi marcada para o dia nesta segunda-feira (9). Os advogados de Martin não comentaram o caso.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.