Diário Local
Israel

Ministro de Israel rejeita proposta de paz para Gaza após adesão do Hamas ao plano

O ministro da Segurança de Israel, Itamar Ben-Gvir, criticou o rascunho do acordo que prevê o desarmamento do Hamas e a retirada de tropas.

Por Redação Diário Local

O ministro da Segurança de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou nesta sexta-feira (31) que a proposta para o acordo de paz em Gaza é inaceitável para o país. A declaração ocorre após o grupo Hamas anunciar a adesão ao plano de acordo publicado pelo Conselho de Paz em Gaza.

O rascunho do acordo foi apresentado pelo Conselho de Paz em Gaza, órgão internacional criado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, com o objetivo de supervisionar o cessar-fogo e a transição para um governo civil na região. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ainda não se pronunciou sobre o caso até o momento.

O que prevê o plano de paz?

O roteiro para a conclusão do acordo estabelece pontos como a retirada completa de Israel da Faixa de Gaza, sob supervisão de uma força militar internacional. Além disso, o Hamas e outras facções palestinas deveriam encerrar todas as operações militares.

O cumprimento do acordo seria acompanhado por um Comitê Internacional de Verificação. Após a aprovação das partes, a região passaria a ser controlada pela Administração de Gaza (NCAG), um órgão tecnocrático palestino.

O modelo de governança para Gaza seguiria o princípio de uma única autoridade, uma lei e uma arma, respeitando padrões internacionais e leis palestinas. O acordo, que envolve o desarmamento do Hamas, foi anunciado na quinta-feira (30) por Donald Trump.

Posicionamento do Hamas e de Israel

O Hamas publicou um comunicado afirmando que está de acordo com o plano, porém ressalvou que o desarmamento do grupo depende da retirada das tropas de Israel e do fim dos ataques em território palestino. Segundo o grupo, o fim das mortes é pré-requisito para o cumprimento do cronograma.

Já o ministro Ben-Gvir criticou a proposta, alegando que o compromisso de interromper os ataques seria equivalente a permitir que o Hamas se reorganize. O ministro defendeu a continuidade das ações militares em Gaza.

A Palestina tem as primeiras eleições legislativas agendadas para o dia 28 de novembro. A previsão para as eleições do Executivo é que ocorram no primeiro trimestre do ano que vem.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.