Democrata Josh Turek vence disputa pelo Senado em Iowa e quebra hegemonia republicana de 18 anos
Candidato democrata Josh Turek supera Ashley Hinson e reconduz o estado de Iowa ao partido após quase duas décadas.
Por Redação Diário Local
O democrata Josh Turek foi eleito senador pelo estado de Iowa, nos Estados Unidos, nas eleições de meio de mandato (midterms). Turek obteve 50,8% dos votos, derrotando a republicana Ashley Hinson, que alcançou 46,1% da preferência dos eleitores.
A vitória de Turek encerra um longo período de domínio republicano na região. O estado de Iowa não elegia um senador democrata desde 2008, quando Tom Harkin conquistou seu quinto mandato consecutivo e permaneceu no cargo até janeiro de 2015.
Desde a saída de Harkin, o estado tem sido representado por republicanos, como Joni Ernst e Chuck Grassley. Historicamente, Iowa é considerado um reduto republicano, tendo dado vitória a Donald Trump por 13 pontos percentuais em 2024.
O cenário de competitividade em 2026 foi impulsionado pela queda de popularidade do presidente e pelo descontentamento de parte do eleitorado com a economia. Turek, que é deputado estadual e bicampeão paralímpico de basquete em cadeira de rodas, buscou se apresentar como um candidato moderado, com perfil capaz de dialogar com diferentes correntes políticas.
A economia foi um dos eixos centrais da disputa. Turek criticou as tarifas comerciais aplicadas pelo governo Trump, destacando que a queda nos preços agrícolas e a alta nos custos de produção, como diesel e fertilizantes, afetam diretamente os agricultores do estado.
A candidata republicana Ashley Hinson, deputada federal desde 2021 e aliada de Trump, defendeu as políticas econômicas do presidente. Hinson argumentou que os cortes de impostos previstos no pacote orçamentário do governo beneficiaram, principalmente, a classe média.
A assistência médica também gerou embate entre os candidatos. Turek criticou os cortes previstos no Medicaid, programa público voltado a pessoas de baixa renda e com deficiência, enquanto Hinson defendeu a legislação e propôs maior responsabilização de planos de saúde por negativas de atendimento.
Questões de política externa, como a tensão com o Irã, e propostas sobre o limite de mandatos para congressistas também pautaram o pleito. Embora as pesquisas apontassem um empate técnico durante a campanha, o resultado final alterou o equilíbrio de forças para o Congresso americano.
