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Justiça dos EUA suspende temporariamente compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount

Decisão ocorre após ação de 12 estados americanos alegar que fusão de US$ 110 bilhões pode reduzir a concorrência no setor de mídia.

Por Davy Albuquerque

A Justiça dos Estados Unidos suspendeu temporariamente a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount, em um negócio avaliado em US$ 110 bilhões (cerca de R$ 562 bilhões). A decisão ocorre após uma ação movida por uma coalizão de 12 estados americanos, liderada pela Califórnia, que questiona os impactos da fusão no mercado.

A coalizão de estados argumenta que a união das duas companhias pode reduzir a concorrência no setor de mídia e prejudicar diretamente os consumidores. O processo jurídico foi apresentado em um tribunal federal em Oakland, na Califórnia.

Segundo os autores da ação, o novo grupo de mídia teria escala e poder suficientes para aumentar os preços de filmes e programas de televisão. Para o grupo, a fusão enfraqueceria a competição existente no mercado de entretenimento.

Quais são os riscos apontados pela ação?

A ação judicial alerta para o risco de mudanças irreversíveis caso a compra seja concluída antes de uma decisão final da Justiça. De acordo com o processo, a Paramount poderia iniciar demissões de funcionários e o compartilhamento de informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery.

Os estados defendem que, se a fusão for considerada ilegal posteriormente, essas alterações estruturais e de pessoal seriam de difícil reversão para o mercado.

O que diz a Paramount?

A Paramount afirmou que a coalizão de estados interpreta de forma equivocada as leis antitruste dos Estados Unidos. A empresa defende a regularidade da transação e o cumprimento da legislação vigente.

A companhia também ressaltou que o atraso na conclusão do negócio pode prejudicar trabalhadores do setor de entretenimento. Segundo a empresa, a categoria já enfrenta dificuldades nos últimos anos.

O impasse judicial pode impactar os planos de expansão da Paramount. O objetivo da empresa é ampliar sua atuação no mercado de entretenimento para competir de forma mais direta com gigantes do streaming, como Netflix e Disney.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.