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Oriente Médio

Ataques de milícia do Iêmen deixam 73 feridos na Arábia Saudita

Ataques contra instalações civis e econômicas foram realizados pelo grupo Houthi em quatro cidades sauditas, segundo a Coalizão.

Por Redação Diário Local

Pelo menos 73 pessoas ficaram feridas em ataques realizados pelo grupo Houthi contra a Arábia Saudita nesta terça-feira (8). As ofensivas atingiram instalações civis e econômicas nas cidades de Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran, conforme informou a coalizão liderada pelos sauditas no Iêmen.

O porta-voz oficial das Forças da Coalizão, major-general Turki Al-Maliki, classificou a ação como uma escalada perigosa. Em comunicado, a autoridade saudita afirmou que o ataque demonstra a postura hostil e irresponsável da milícia, que é apoiada pelo Irã.

Segundo o comando militar, entre os feridos estão mulheres e crianças. Al-Maliki declarou que as ofensivas constituem uma violação da soberania do Reino da Arábia Saudita e representam uma ameaça direta à segurança e à integridade de seus cidadãos e residentes.

A coalizão prometeu responder com firmeza à ofensiva. O comando militar afirmou que tomará todas as medidas operacionais necessárias para dissuadir o grupo e que confrontará a postura hostil com medidas para neutralizar o perigo vindo das fontes de ameaça.

Impacto no setor de energia

A escalada de hostilidades é considerada crítica por atingir instalações econômicas de um país que é o maior exportador de petróleo do mundo e líder da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O alvo dos ataques inclui infraestruturas fundamentais para a economia regional.

Relatos indicam que instalações petrolíferas da Aramco, em Jazan, foram atingidas pelos novos ataques. De acordo com informações sobre o ocorrido, os danos causados às estruturas de energia ainda estão sendo avaliados pelas autoridades locais.

Contexto das tensões no Iêmen

O grupo Houthi controla as áreas mais populosas do Iêmen e grande parte do norte do país. As ofensivas contra a Arábia Saudita têm ocorrido de forma recorrente desde julho deste ano.

Naquele período, o grupo anunciou um bloqueio naval contra Riad, realizando ofensivas contra embarcações no Mar Vermelho. O aumento da tensão reflete o agravamento do conflito que envolve milícias apoiadas pelo Irã e a coalizão liderada pelos sauditas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.