Exército do Kuwait afirma que defesas aéreas respondem a ataques de mísseis e drones do Irã
Forças armadas do Kuwait alertam sobre interceptação de projéteis e pedem que a população siga instruções de segurança após ataques.
Por Diário Local
As forças armadas do Kuwait informaram, na madrugada desta quarta-feira (8), que as defesas aéreas do país estão respondendo a ataques de mísseis e drones inimigos. Em comunicado oficial, o exército relatou que o território está enfrentando ameaças hostis de projéteis e aeronaves não tripuladas.
A Chefia do Estado-Maior Geral do Exército esclareceu que possíveis sons de explosões ouvidos pela população são decorrentes da interceptação dos ataques pelas próprias unidades de defesa aérea. O comando militar orientou que todos os cidadãos sigam as instruções de segurança emitidas pelas autoridades competentes.
No mesmo período, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido 85 instalações militares dos Estados Unidos localizadas no Bahrein e no Kuwait. Segundo a instituição iraniana, a ofensiva ocorreu em resposta a uma violação de cessar-fogo cometida pelos americanos.
O alto comando militar conjunto do Irã, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, declarou que o país dará uma "resposta esmagadora" a ações consideradas agressões ou atos de terrorismo por parte dos EUA.
O grupo militar iraniano reforçou que não permitirá, sob nenhuma circunstância, interferências na gestão ou nos assuntos relacionados ao Estreito de Ormuz.
O cenário de instabilidade no Oriente Médio é agravado pelo histórico de ataques iranianos a bases militares dos Estados Unidos na região. Entre os alvos já atingidos anteriormente estão a base aérea Ali Al Salem, o Campo Arifjan e o Campo Buehring, todos situados no Kuwait.
O aumento da tensão ocorre em um momento de fragilidade no cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos. As declarações de retaliação do governo iraniano acompanham as movimentações recentes que colocam a estabilidade regional em risco.
Até o momento, as autoridades locais buscam conter os danos e garantir a proteção da população civil diante das movimentações bélicas no espaço aéreo.
