Diário Local
Geopolítica

Lula afirma que Trump pode se preocupar com Brasil devido ao potencial em terras-raras

Em reunião sobre minerais críticos, presidente afirmou que o país pode competir com a China no setor de minerais estratégicos

Por Redação Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (10), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "pode começar a se preocupar com o Brasil" devido ao potencial do país no setor de terras-raras e minerais críticos. A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto para discutir a estratégia brasileira para o segmento.

Durante o encontro, que contou com a presença de ministros e especialistas, o presidente comparou a posição do Brasil com a da China no mercado global. Segundo Lula, o país terá capacidade de realizar processos produtivos de forma tão eficiente quanto os chineses ou até de maneira superior.

O presidente declarou que o governo busca evitar que o Brasil atue apenas como um "vendedor de matéria-prima". A meta defendida é que o país se torne um "exportador de inteligência" no setor de minerais estratégicos.

Lula também comentou a postura de Trump em relação ao domínio chinês sobre o tema. Segundo o presidente, o líder americano teria "inveja do conhecimento da China" sobre terras-raras e buscaria obter esse saber tecnológico.

Potencial de reservas do Brasil

O potencial brasileiro no setor é sustentado pelo fato de o país deter a segunda maior reserva mundial de terras-raras. O tema de minerais críticos tem ganhado força nas discussões do governo e do Congresso Nacional nos últimos meses.

Em maio de 2026, o presidente defendeu a criação de um fundo nacional para administrar os recursos obtidos com minerais estratégicos. O objetivo é evitar a repetição do modelo histórico de exportação de minério de ferro, focado apenas na venda de matéria-prima ao exterior.

A discussão sobre a soberania mineral e o avanço tecnológico visa posicionar o Brasil de forma competitiva na geopolítica global. O governo pretende utilizar o conhecimento técnico para não depender exclusivamente da exportação de recursos brutos.

A reunião ministerial serviu para desenhar as próximas etapas da estratégia nacional para o segmento. O foco permanece na transição de uma economia de extração para uma economia de alto valor agregado no setor mineral.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.