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Política

Haddad afirma que Tarcísio de Freitas e João Doria estavam de passagem no governo de São Paulo

Pré-candidato do PT alega falta de foco no Estado e aponta deterioração nas finanças paulistas

Por Diário Local

O pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (10) que o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o antecessor, João Doria, não tinham o objetivo de permanecer no comando do estado. Segundo Haddad, ambos estariam "de passagem" pelo cargo, focados em projetos políticos de maior alcance.

"Perdoe-me a sinceridade, mas eu acredito no que estou falando: tanto Doria quanto Tarcísio não queriam ser governadores, na minha opinião", declarou o petista. Ele argumentou que, embora a ambição não seja um problema por si só, os gestores apresentaram uma falta de foco na missão de administrar o estado.

Haddad criticou a postura de que os governantes estariam pensando em "voos mais longos" em vez de se dedicarem integralmente à gestão paulista. O pré-candidato ressaltou que, ao ocupar uma cadeira pública, o foco deve estar na função exercida.

O político também trouxe críticas à saúde financeira de São Paulo. Para Haddad, o estado passa por uma deterioração das contas que não era vista desde o período do governo de Mário Covas, entre 1995 e 2001. Ele destacou que o estado registrou, no último ano, o maior déficit em suas contas públicas em muitas décadas.

Qual é a situação das contas de São Paulo?

De acordo com a avaliação de Haddad, o equilíbrio das contas estaduais no ano passado só foi alcançado graças a três fatores principais: a renegociação da dívida promovida pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o uso de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a venda da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Sobre a privatização da Sabesp, o pré-candidato afirmou que a operação injetou R$ 13 bilhões nos cofres estaduais, embora tenha considerado o preço de venda baixo. Ele pontuou ainda que a renegociação da dívida garantiu ao estado uma folga anual de R$ 11 bilhões.

Haddad detalhou que as tratativas para a renegociação da dívida foram conduzidas por ele próprio, a pedido do presidente Lula. O trabalho foi realizado em conjunto com o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Apesar de setores da elite financeira e do Centrão defenderem a candidatura de Tarcísio de Freitas à Presidência, o atual governador sempre afirmou publicamente que disputaria a reeleição em São Paulo. Já João Doria pretendia concorrer ao Palácio do Planalto em 2022, mas não conseguiu viabilizar a candidatura devido a divisões no PSDB e resistências internas.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.