Netanyahu acusa Irã de tentar assassinar um de seus filhos em entrevista
Primeiro-ministro de Israel afirmou que o país vizinho mirou em um de seus descendentes, mas não detalhou o ocorrido
Por Redação Diário Local
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o Irã de ter tentado assassinar um de seus filhos nesta segunda-feira (24). A declaração foi feita em entrevista por telefone ao canal Channel 14, embora o premiê não tenha detalhado a identidade do filho, o local ou a data do suposto atentado.
“Aconteceu algo inacreditável: o Irã mirou em um dos meus filhos. O Irã tentou matar um dos meus filhos”, afirmou Netanyahu durante o pronunciamento. O líder israelense possui dois filhos e uma filha, mas optou por não revelar quais detalhes o fato envolveria.
A declaração ocorreu durante um programa que discutia a atuação do Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel. O debate abordava relatos de que o órgão teria se recusado a fornecer proteção a Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI).
Netanyahu defendeu que Eisenkot receba proteção 24 horas por dia, alegando que a medida “não é um luxo”. Eisenkot é considerado um dos principais rivais de Netanyahu para o pleito eleitoral de 27 de outubro.
Em outra frente, o Ministério da Justiça da Turquia solicitou à Interpol a emissão de um alerta vermelho contra Netanyahu. O pedido, anunciado pelo ministro turco Akin Gurlek, inclui também o israelense Afek Moskovitch.
A solicitação turca é fruto de uma investigação sobre a interceptação de uma flotilha de ativistas que tentava chegar à Faixa de Gaza. O pedido baseia-se em mandados de prisão expedidos pela Justiça da Turquia no dia 14 de julho.
As acusações apresentadas pelo governo turco contra os dois israelenses abrangem crimes contra a humanidade, genocídio, tortura, privação de liberdade, destruição de propriedade, sequestro de veículos e agressão física. Israel nega integralmente todas as imputações.
Além das investigações na Turquia, Netanyahu já responde a um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia. As acusações do tribunal internacional versam sobre crimes de guerra e contra a humanidade cometidos em Gaza.
