Presidente da Colômbia ordena operações para identificar e deportar imigrantes irregulares
Abelardo de la Espriella determinou atuação conjunta entre Polícia e autoridades migratórias para focar em estrangeiros que cometeram crimes.
Por Redação Diário Local
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou o início de operações coordenadas entre a Polícia e as autoridades migratórias para identificar, deter e deportar imigrantes em situação irregular no país. A medida estabelece uma ordem de prioridade: primeiro, estrangeiros que tenham cometido crimes e, em seguida, aqueles que não estejam com a documentação regularizada.
A determinação foi oficializada durante uma reunião do Conselho de Segurança realizada no domingo (23), em Barranquilla, no norte da Colômbia. De la Espriella afirmou que a operação deve começar imediatamente e declarou que assume a responsabilidade política e administrativa pela decisão.
Durante o encontro, o chefe de Estado enfatizou que a prioridade do governo será o atendimento aos cidadãos nacionais. "Não vou aceitar a imigração ilegal. Primeiro, os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos, para que fique claro para todo mundo", declarou o presidente.
A nova política de linha-dura aproxima o governo colombiano das medidas adotadas nos Estados Unidos, especialmente no que diz respeito à prioridade dada à deportação de estrangeiros suspeitos de crimes ou em situação irregular. A medida ocorre poucas semanas após De la Espriella assumir a Presidência, no dia 7 de agosto.
Perfil da migração na Colômbia
Nos últimos dez anos, a Colômbia consolidou-se como o principal destino de venezuelanos que deixaram o país em razão da crise econômica e política. De acordo com dados das autoridades migratórias, cerca de 2,8 milhões de venezuelanos viviam em território colombiano até junho deste ano.
Do contingente total de imigrantes venezuelanos, mais de 527 mil estavam em situação irregular no país. A nova estratégia de controle visa justamente monitorar esses fluxos e acelerar o processo de saída daqueles que não cumprem as normas de permanência.
Contexto político e emergências
O início da gestão de De la Espriella foi marcado pelo endurecimento de agendas em diferentes áreas do governo. No entanto, o ritmo das ações foi afetado por um forte terremoto que atingiu regiões do país, deixando mais de 300 mortos e causando a destruição de milhares de residências.
Com o anúncio das novas operações, o governo busca retomar o controle de fronteiras e segurança pública, mantendo o foco na regularização documental e na aplicação das leis migratórias vigentes em todo o território colombiano.
