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Engenharia

Ponte de 164 quilômetros na China conecta ferrovias de alta velocidade sobre rios e cidades

Estrutura de 164,8 quilômetros utiliza milhares de pilares para conectar a linha de alta velocidade entre Pequim e Xangai.

Por Redação Diário Local

A Ponte Danyang–Kunshan, localizada no leste da China, possui cerca de 164,8 quilômetros de extensão e integra a ferrovia de alta velocidade que liga Pequim a Xangai. A estrutura, reconhecida pelo Guinness como a ponte mais longa do mundo, funciona como uma sucessão de viadutos conectados que atravessam rios, canais, lagos e zonas urbanizadas.

A construção elevada foi projetada para transpor os obstáculos naturais da planície do delta do Yangtzé, uma região de terrenos baixos e cortada por cursos d'água. O uso de viadutos permite que a ferrovia cruze o território sem a necessidade de interromper constantemente rodovias e acessos locais.

Além da facilidade de trânsito, o modelo ajuda na preservação do uso do solo. De acordo com estudos do Banco Mundial sobre a expansão ferroviária chinesa, a utilização de viadutos reduz a ocupação de terras e a necessidade de desapropriações em áreas densamente povoadas.

Como a estrutura é sustentada?

Diferente de pontes que utilizam poucos pilares de grande porte, a Ponte Danyang–Kunshan é dividida em diversos vãos menores. Esse sistema permite que as cargas dos trilhos, dos trens e da própria estrutura sejam transferidas progressivamente para os pilares e, em seguida, para as fundações.

Essa repetição transforma os 164 quilômetros em milhares de unidades estruturais trabalhando em sequência. O projeto precisa prever resistências que vão além do peso vertical, como as forças geradas pela frenagem, aceleração, intensidade do vento e variações de temperatura.

Para garantir a estabilidade, as fundações são adaptadas conforme as condições de cada trecho, sendo dimensionadas de forma específica para áreas com solos compressíveis ou trechos sobre a água, como ocorre na passagem pelo lago Yangcheng.

Por que utilizar viadutos em vez de aterros?

Embora fosse possível elevar a linha por meio de aterros ferroviários contínuos, essa opção ocuparia uma faixa física muito maior e criaria barreiras territoriais. O viaduto, por outro lado, deixa espaços entre os pilares que permitem a continuidade de canais e vias sob o corredor ferroviário.

Um relatório do Banco Mundial observa que a padronização de projetos de viadutos, sistemas elétricos e outros componentes ajudou a industrializar a construção das linhas de alta velocidade na China. Essa padronização também auxilia no controle da geometria da via.

Para os trens de alta velocidade, é necessário um controle rigoroso de curvas e inclinações para garantir estabilidade, conforto e segurança. O diferencial da obra não é vencer um único obstáculo colossal, mas manter fundações e trilhos coordenados ao longo de uma distância extraordinária.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.