Diário Local
Mundo

China desafia pressão dos EUA e afirma que cooperação com o Irã não será interrompida

Pequim afirmou que adotará medidas para proteger seus interesses após Washington sancionar entidades chinesas e ameaçar instituições financeiras.

Por Redação Diário Local

O governo da China enviou um recado de desafio aos Estados Unidos em relação aos vínculos econômicos entre Pequim e o Irã. O Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que a cooperação com o Irã não deve ser interrompida nem prejudicada, reagindo a sanções impostas por Washington contra entidades chinesas.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, alertou que o país adotará todas as medidas necessárias para proteger seus interesses. A reação ocorre após os Estados Unidos sancionarem dezenas de entidades chinesas e ameaçarem atingir uma grande instituição financeira, ainda não identificada, por suas relações com Teerã.

Por que a tensão entre China e EUA aumentou?

A intensificação da pressão econômica dos Estados Unidos sobre o Irã visa forçar o país a aceitar um acordo. Como a China atua como uma das principais compradoras do petróleo iraniano, a manutenção desses vínculos é estratégica para Pequim.

Para o governo chinês, o foco dos Estados Unidos no Oriente Médio pode resultar em benefícios de segurança na Ásia. Recentemente, os Estados Unidos deslocaram para a região seu único porta-aviões baseado na Ásia, o que pode impactar a capacidade de recursos militares americanos em outras áreas.

Quais são os riscos para a economia global?

Impor sanções a um grande banco chinês que apoie a economia iraniana representa um risco de reação significativa por parte de Pequim. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, sinalizou cautela ao afirmar que não deseja prejudicar o sistema financeiro global, especialmente com os custos de financiamento dos Estados Unidos em níveis elevados.

A China possui instrumentos de pressão importantes, como o domínio da cadeia global de terras raras, insumos fundamentais para a fabricação de produtos que variam de celulares a mísseis. Esse controle tem sido utilizado como mecanismo de contenção nas relações bilaterais com Washington.

O que esperar do próximo encontro entre os líderes?

O encontro entre os líderes da China e dos Estados Unidos está marcado para o dia 24 de setembro (24), em Washington. O objetivo da reunião é tentar preservar a atual trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo.

A China busca se apresentar como um ator capaz de contribuir para a solução de conflitos regionais, mantendo conversas com líderes de países árabes. No entanto, a estabilidade econômica e os preços de energia permanecem como pontos de interesse para o crescimento chinês.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.