Porta-aviões dos EUA atraca na Tailândia com 5 mil militares após quase nove meses no mar
O navio USS Abraham Lincoln chegou a Pattaya após 250 dias de missão, trazendo perspectiva de novos negócios para a região.
Por Redação Diário Local
O porta-aviões nuclear dos Estados Unidos, USS Abraham Lincoln, atracou na Tailândia nesta quarta-feira (2), após completar um período de 250 dias de missão no mar sem paradas em portos. A escala na região de Pattaya oferece descanso para a tripulação de quase 5 mil fuzileiros navais.
A missão, que teve início em San Diego no mês de novembro passado, estava inicialmente planejada para durar seis meses no Pacífico e no Mar da China Meridional. No entanto, o navio foi desviado para o Golfo Pérsico após o início de operações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no final de fevereiro.
A chegada do contingente militar representa uma oportunidade de movimentação econômica para os negócios locais de Pattaya. Comerciantes da região esperam que o desembarque de militares que estiveram em missão por quase nove meses impulsione o consumo na cidade.
O que dizem as autoridades sobre a estadia
Para garantir o cumprimento das normas, as autoridades tailandesas determinaram restrições para os militares americanos. A presença de tropas é proibida em locais como a rua Soi 6, conhecida por bares de strip-tease, e em diversas lojas de cannabis, além de restringir o uso de alguns esportes aquáticos, como jet ski e parasailing.
O adido naval americano, Kristopher Robinson, afirmou que as tropas seguirão as leis da Tailândia, os regulamentos da Marinha dos EUA e as leis americanas. Para facilitar o deslocamento, a Marinha organizou um serviço de ônibus entre o porto e Pattaya, com horários que variam das 5h às 2h da manhã durante a estadia.
O prefeito Poramase Ngampiches reconheceu o histórico da cidade e afirmou que o objetivo é mostrar que Pattaya oferece hoje outras opções além do setor de entretente noturno, como programas de bem-estar, esportes e atividades para famílias.
Condições de trabalho e histórico
A Marinha dos EUA reconheceu que as condições de trabalho durante a missão foram difíceis, mas garantiu que a tripulação recebe o apoio necessário. Relatos mencionados pelo Congresso dos EUA indicaram preocupações com estresse psicológico, defeitos em instalações sanitárias e escassez de alimentos a bordo.
Historicamente, a presença de militares americanos em Pattaya remonta à década de 1950, mas foi durante a Guerra do Vietnã que a região passou por uma transformação de vila de pescadores para polo turístico. A expectativa é que, ao iniciar a viagem de retorno pelo Pacífico, neste domingo (6), a tripulação esteja descansada.
