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Cultura

Professor Pasquale Amato cria prêmio mundial para preservar línguas minoritárias por meio da poesia

Iniciativa criada pelo acadêmico italiano Pasquale Amato utiliza a poesia para proteger idiomas que correm risco de extinção no mundo.

Por Redação Diário Local

O professor e acadêmico italiano Pasquale Amato criou o Prêmio Mundial de Poesia Nosside para utilizar a literatura como ferramenta de preservação de línguas minoritárias. O objetivo da iniciativa é proteger idiomas que correm risco de extinção diante da imposição de línguas majoritárias e dominantes ao redor do mundo.

O prêmio homenageia a poetisa grega Nossis de Locri, considerada uma voz feminina de destaque no período helenístico por sua resistência ao domínio masculino. Através da premiação, poetas de diversas nacionalidades podem expressar emoções em seus idiomas de origem, ajudando a evitar a perda dessas expressões culturais.

A necessidade de salvaguardar idiomas originais é reforçada por dados da Unesco. O Atlas Mundial das Línguas, que monitora idiomas em perigo de extinção, registra a existência de mais de 8.300 línguas orais no planeta. Essas línguas, que incluem as de sinais, dependem exclusivamente da tradição oral por não possuírem sistemas de escrita próprios.

O cenário de perda linguística é considerado alarmante. Segundo a Unesco, o mundo perde, em média, uma língua a cada duas semanas. Esse processo de desaparecimento impacta diretamente dialetos e idiomas de povos nativos, afetados historicamente pelo domínio de culturas europeias e pela pressão de idiomas globais.

O risco de extinção das línguas

A vulnerabilidade das comunicações orais é um dos pontos centrais da discussão sobre diversidade cultural. Como muitas dessas línguas possuem um número reduzido de falantes, a imposição de padrões linguísticos majoritários acelera o processo de subordinação de idiomas indígenas e africanos, por exemplo.

A preservação desses idiomas é vista como uma forma de resistência cultural. O projeto de Pasquale Amato busca transformar o ato de escrever versos em um instrumento político de inclusão, permitindo que bardos de diferentes origens manifestem sua identidade e protejam seu patrimônio linguístico da morte.

Perfil do idealizador

Pasquale Amato é graduado em Ciências Políticas pela Universidade de Messina. O acadêmico italiano atua como professor de História Contemporânea na mesma instituição e também leciona na Universidade para Estrangeiros Dante Alighieri, em sua cidade natal, Reggio Calábria.

Com a criação do prêmio, Amato busca integrar a poesia ao campo da defesa das minorias. A iniciativa promove encontros internacionais de poetas, criando um espaço para que a diversidade de vozes e de estruturas gramaticais da humanidade seja reconhecida e mantida viva através da arte.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.