Presidente eleito da Colômbia anuncia rompimento de relações com Cuba e Nicarágua
Abelardo de la Espriella planeja fechar consulados e abrir embaixada em Jerusalém para estreitar laços com Israel após assumir o cargo.
Por Redação Diário Local
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou que pretende romper as relações diplomáticas com os governos de Cuba e da Nicarágua assim que assumir o cargo, em 7 de agosto. O anúncio foi feito pelo político por meio de suas redes sociais, onde declarou que não manterá laços com o que chamou de "tiranias".
Como parte da reestruturação da política externa, Espriella planeja o fechamento de 14 embaixadas e 15 consulados. A medida marca uma mudança drástica na postura diplomática do país em relação a governos de esquerda na região.
Em contrapartida ao fechamento dessas representações, o presidente eleito prevê a abertura de uma embaixada em Jerusalém. O objetivo é retomar e estreitar os laços diplomáticos com Israel imediatamente após o início de seu governo.
A escolha do local para a embaixada é um tema sensível na geopolítica mundial. Israel considera Jerusalém sua capital, concentrando na cidade a sede do governo, o Parlamento e a Suprema Corte, enquanto palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado.
A nova estratégia de Espriella inverte o posicionamento do atual presidente, Gustavo Petro. Em 2024, Petro rompeu relações com Israel em repúdio à ofensiva israelense na Faixa de Gaza, mas o novo mandatário pretende restabelecer o contato já no primeiro dia de seu mandato.
O rompimento com a Nicarágua ganha contornos específicos após declarações de Daniel Ortega. O atual líder nicaraguense afirmou recentemente que o país não realizará novas eleições, o que elimina a possibilidade de disputa eleitoral quando seu mandato terminar, em 2027.
Ortega exerce o poder na Nicarágua desde 2007, após um período presidencial na década de 1980. Segundo o líder, a medida de suspender o processo eleitoral visa fechar caminhos para a oposição, embora não tenham sido fornecidos detalhes sobre a implementação da decisão.
O plano de Espriella sinaliza uma guinada na política externa colombiana, priorizando alinhamentos com governos de orientação diferente da atual gestão. A implementação das mudanças está prevista para ocorrer a partir de 7 de agosto de 2026.
