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Ondas de protestos por educação, moradia e trabalho mobilizam ruas na Europa e América do Sul

Manifestações ocorrem em diversos países devido ao aumento do custo de vida, cortes em gastos públicos e precariedade de serviços.

Por Redação Diário Local

Protestos motivados por questões de educação, moradia e trabalho têm ocorrido em diversos países da Europa e da América do Sul no segundo semestre de 2026. As manifestações ganharam força devido ao aumento do custo de vida, cortes em serviços públicos e precariedade em áreas essenciais.

Na Europa, o cenário de mobilização é amplo. Na Albânia, o movimento de estudantes em Tirana completou quatro dias de manifestações nesta sexta-feira (17). O grupo denuncia a corrupção e a falta de investimentos no setor educacional, além de questionar a venda de áreas litorâneas para a construção de um resort de luxo.

Na França, os protestos de alunos do ensino médio completam um mês. A crise teve início na região de Paris por falta de professores e problemas de infraestrutura escolar. Segundo dados do Ministério do Interior, no dia 6 de outubro (06), cerca de 256 mil pessoas foram às ruas. O movimento tem registrado episódios de violência e números expressivos de detenções.

Manifestações na Europa

Na Itália, trabalhadores de uma antiga siderúrgica em Taranto suspenderam uma greve de cinco dias nesta sexta-feira (17). A paralisação foi interrompida após o governo aceitar retomar as negociações sobre um plano que poderia afetar o futuro de milhares de empregados.

A Espanha também registrou mobilizações em setembro, com focos em Madri e Barcelona devido à crise da moradia. Em Madri, o debate foi intensificado após o falecimento de uma aposentada durante uma tentativa de despejo no início do mês. Os manifestantes exigem maior controle sobre os aluguéis e proteção aos inquilinos.

Na Bélgica, milhares de pessoas realizaram uma marcha em Bruxelas no dia 9 de outubro (09). O grupo manifestou-se contra um pacote de austeridade que altera regras de impostos, benefícios sociais e aposentadorias.

Cenário na América do Sul

Na Colômbia, o primeiro paro nacional contra o governo ocorreu na quarta-feira (15). Sindicatos, estudantes e setores de oposição se reuniram em cidades como Bogotá, Cali e Medellín para protestar contra cortes e a revogação de decretos trabalhistas.

Na Argentina, milhares de estudantes e professores protestaram em Buenos Aires na quinta-feira (16) contra cortes nas universidades públicas. O ato ocorreu em frente ao Congresso e contou com a presença de força policial, registrando 25 detidos.

No Chile, mais de 20 mil pessoas marcharam em Santiago no dia 1 de outubro (01). O movimento foi motivado pelo receio de cortes no orçamento destinado à educação para o ano de 2027.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.