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Rússia afirma ter abatido 660 drones em maior ataque aéreo ucraniano do ano

Ministério da Defesa russo informou que interceptou veículos não tripulados sobre várias regiões; prefeito de Moscou confirmou neutralização de 47 drones nos arredores da capital.

Por Diário Local

A Rússia afirmou nesta sexta-feira (26/6) ter interceptado e destruído 660 drones ucranianos durante a madrugada, em operação classificada como o maior ataque aéreo com veículos não tripulados lançado pela Ucrânia contra território russo neste ano, segundo o Ministério da Defesa russo.

Os drones foram abatidos sobre as regiões de Belgorod, Bryansk, Kursk, Oryol, Kaluga, Lipetsk, Rostov, Voronezh, Tula, Ryazan, Astrakhan, região de Moscou, além da Crimeia e das águas dos mares Negro e de Azov. O prefeito de Moscou informou que 47 drones foram neutralizados nos arredores da capital, enquanto 13 foram abatidos na região de Kaluga e 15 na região de Rostov. Equipes de emergência foram mobilizadas para os locais onde destroços caíram. Não houve registro de vítimas na capital.

Na região de Tula, aproximadamente 180 quilômetros ao sul de Moscou, o governador local classificou a ofensiva como um ataque em larga escala. Segundo relatos, uma instalação industrial em Novomoskovsk e uma linha de transmissão de energia foram danificadas. Uma mulher ficou ferida após uma residência ser atingida no distrito de Shchekino.

Fábrica química como alvo

Canais russos e ucranianos no Telegram identificaram a instalação danificada como a fábrica química Azot, uma das maiores fabricantes russas de amônia e fertilizantes nitrogenados. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, havia descrito a unidade como estratégica para a produção de explosivos utilizados pela Rússia na guerra. A fábrica já havia sido alvo de drones ucranianos em 14 de junho.

Estratégia ucraniana contra infraestrutura russa

Nos últimos meses, a Ucrânia intensificou os ataques de longo alcance contra território russo, mirando principalmente refinarias de petróleo, terminais de combustíveis, portos e instalações industriais ligadas ao setor energético e à indústria de defesa. A estratégia busca reduzir a capacidade de Moscou de financiar e sustentar a campanha militar, além de dificultar reparos ao atingir repetidamente as mesmas instalações. Na última semana, outro ataque ucraniano provocou um incêndio de grandes proporções em uma refinaria ao sudeste de Moscou.

Troca de prisioneiros entre os países

Apesar da intensificação dos combates, Rússia e Ucrânia realizaram nesta sexta uma nova troca de prisioneiros de guerra. Segundo o Ministério da Defesa russo, 160 militares russos foram libertados e enviados para Belarus, onde receberão atendimento médico e psicológico antes de retornarem ao país.

O presidente ucraniano informou que 160 soldados ucranianos também foram repatriados. De acordo com Zelensky, a maioria estava em cativeiro desde 2022, após ser capturada durante combates em Mariupol, Zaporizhzhia, Kiev e Sumy. A troca faz parte do acordo firmado entre Kiev e Moscou em maio, que prevê a libertação gradual de mil prisioneiros de cada lado.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.